O país que não queremos

Passados os primeiros dias do impacto causado pelo gesto de um insano contra o candidato presidenciável do PSL, Jair Bolsonaro, agora é o momento de o país refletir não apenas sobre o crime, mas também quanto a sua extensão e desdobramentos na eleição daqui a pouco mais de um mês. Essa será a eleição mais […]

Passados os primeiros dias do impacto causado pelo gesto de um insano contra o candidato presidenciável do PSL, Jair Bolsonaro, agora é o momento de o país refletir não apenas sobre o crime, mas também quanto a sua extensão e desdobramentos na eleição daqui a pouco mais de um mês. Essa será a eleição mais importante da história recente do Brasil. É com o seu resultado que o Brasil espera enfrentar a pior crise estrutural, política, econômica, social e jurídica em mais de 50
anos. É com as eleições que a Nação Brasileira tentará se reencontrar,
apontar um líder capaz de unir suas forças e guiá-las, com firmeza, para um rápido processo de desenvolvimento.

Mesmo tendo ocorrido um crime bárbaro contra Jair Bolsonaro, mas isso não justifica que os fanáticos que o seguem queiram transformá-lo num mártir, capaz de unir o Brasil. A crise brasileira não precisa de um radical de direita, que prega o fuzilamento de petralhas, com a mesma serenidade de quem joga conversa fora em mesa de bar. Muito menos de esquerdista patológico e desvairado, cujos seguidores entupiram
as redes sociais disseminando teorias conspiratórias para o crime insano. É como quem busca recuperar uma encenação cinematográfica, estilo Hitchcock.

Vale lembrar-se do ônibus da caravana de Lula que foi alvejado no Sul por tiros de revólver, até hoje não esclarecido. Bolsonaro disse: “Lula quis transformar o Brasil num galinheiro e agora está por aí colhendo ovos por onde passa”. Tais fatos mostram o estágio devastador em que se encontra a democracia brasileira, onde a elite e seus imitadores estão cada vez mais raivosos contra programas sociais que beneficiem,
inclusive com educação superior, as camadas periféricas da mesma sociedade. A gritaria se transforma em pandemônio. Falam em imposto que pagam, mas nada dizem quanto à babilônica soma de bilhões em sonegação fiscal dessa mesma elite que pensa igual ao tempo da colonização escravocrata.

Se Jair Bolsonaro vai deixar em breve o leito hospitalar mais forte politicamente do que lá chegou, é uma incógnita. Mas o presidente do PSL, Gustavo Bebianno, escolhido por Bolsonaro, costuma resolver conflitos internos aos berros e a chamar aliados com os quais diverge de “viadinhos”. Diante do esfaqueamento do seu candidato, declarou: “Agora é guerra!”. Babianno não disse contra quem vai apontar o canhão, mas nem precisa. O General Mourão, o vice de Bolsonaro, incontinente, apontou os culpados: “Eu não acho, eu tenho certeza: o autor do atentado é do PT”. O general fez questão de derramar mais gasolina na fogueira: “Se querem usar a violência, os profissionais da violência somos nós”. É assim que o Brasil vai para as urnas do dia 7 tentar derrotar a mais longa crise de sua história recente?

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