Ma­to­pi­ba

Ex­pan­são do agronegócio no Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia

Considerada a grande fronteira agrícola nacional da atualidade, o Matopiba compreende o bioma Cerrado dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia e responde por grande parte da produção brasileira de grãos e fibras.

A ministra da Agricultura do governo Bolsonaro, indicada à pasta como coordenadora da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Tereza Cristina, deputada reeleita pelo DEM de Mato Grosso do Sul, está entusiasmada com a expansão produtiva da Região do Matopiba. O interesse dela pela região produtora de grãos deixou os produtores e envolvidos no agronegócio do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia em estado de euforia. Ela já prometeu marcar uma data em sua agenda para conhecer o Matopiba, vindo também a São Luís.

Considerada a grande fronteira agrícola nacional da atualidade, o Matopiba compreende o bioma Cerrado dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia e responde por grande parte da produção brasileira de grãos e fibras. A área, até pouco tempo considerada sem tradição forte em agricultura, tem chamado atenção até de investidores japoneses e chineses, pela produtividade cada vez crescente.

Nos últimos quatro anos, somente o Estado do Tocantins expandiu sua área plantada ao ritmo de 25% ao ano, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Diante da larga produção de alimentos, o uso do confinamento como ferramenta para terminação de gado de corte está se popularizando nos estados do Tocantins e Maranhão. Principalmente no Sul do Maranhão, a oferta de grãos já é bem evidente e com isso o confinamento vem crescendo bastante, também daquela área.

A região responde hoje por aproximadamente 11% das 115 milhões de toneladas de soja produzidas na safra 2017/2018, segundo a Conab. Levantamento feito pelo Grupo de Inteligência Estratégica (GITE) da Embrapa revela que o Matopiba reúne 337 municípios com um total de 73 milhões de hectares. Existem na área cerca 324 mil estabelecimentos agrícolas, 46 unidades de conservação, 35 terras indígenas e 781 assentamentos de reforma agrária. Tudo isso alavanca a economia do Maranhão, mesmo que intensifique as desigualdades sociais gritantes. Principalmente, quando se compara o sul com o norte do Maranhão. Um disparate.

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