Campanha estrambelhada

Lula foi barrado das eleições de 2018 pelo TSE. Provocando um novo e profundo desmantelo no processo eleitoral brasileiro de 2018. O ex-presidente petista, mesmo preso desde abril em Curitiba, permaneceu liderando todas as pesquisas de intenção de voto, em algumas até com mais da soma de todos os 12 candidatos juntos. Agora, o substituto […]

Lula foi barrado das eleições de 2018 pelo TSE. Provocando um novo e profundo desmantelo no processo eleitoral brasileiro de 2018. O ex-presidente petista, mesmo preso desde abril em Curitiba, permaneceu liderando todas as pesquisas de intenção de voto, em algumas até com mais da soma de todos os 12 candidatos juntos. Agora, o substituto e vice de sua chapa, ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, será capaz de segurar a onda vermelha?

Com o Judiciário navegando no centro do revoltoso mar das tormentas, o fato mais surpreendente da votação de anteontem, convocada extraordinariamente para tirar Lula do jogo eleitoral, foi sem dúvida o voto divergente do ministro Edson Fachin. Colegas de corte disseram não ter entendido. Fachin já votou para manter o ex-presidente preso e, depois, pela liberação de sua candidatura. Como explicar isso para o
eleitorado e para os inúmeros candidatos que tentam ‘trapeziar’ com a popularidade de Lula? Fachin, ao contrário dos colegas, mostrou que “o jurista está vivo”. Entendeu, como inúmeros juristas brasileiros, que o despacho da ONU determinando a liberação da candidatura e da campanha de Lula deveria ser seguido.

No resultado, aliás, não houve surpresa. Mas Fachin reconheceu que a ONU é a Organização das Nações Unidas, à qual o Brasil e centenas de nações estão vinculadas e até subordinadas mediante tratados dos quais são signatários. Já o ministro relator, Luís Roberto Barroso, ignorou a sentença do Comitê de Direitos Humanos da ONU. Sentençazinha de meia tigela, foi como ele deixou se entender, não vale para a Justiça Brasileira.

E a campanha na tevê já começou. E cadê o líder das pesquisas? Nada de Lula na tela. E o vice, Fernando Haddad, também. Ele continua, como Lula, enjaulado. A diferença é que a jaula de Lula é outra. Haddad ficou trancafiado na estratégia furada do PT. É a grade da vice-presidência de uma chapa cassada e sem direito a qualquer benefício que possa colocá-la na disputa presidencial de 7 de outubro. O bote final foi dado pelo TSE.

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