Assombração do desemprego

Como será o Maranhão em 2022, na próxima campanha eleitoral? Estará igual a 2018, a 2014, ou o estado mais pobre do Brasil – daqui a quatro anos – poderá contabilizar avanços? Terá melhorias na educação, na renda, no emprego, nos investimentos produtivos e o campo estará colhendo acima do que plantou,para transformar o excedente […]

Como será o Maranhão em 2022, na próxima campanha eleitoral? Estará igual a 2018, a 2014, ou o estado mais pobre do Brasil – daqui a quatro anos – poderá contabilizar avanços? Terá melhorias na educação, na renda, no emprego, nos investimentos produtivos e o campo estará colhendo acima do que plantou,para transformar o excedente em renda? Hoje, o Brasil vai eleger o presidente da República com 27,6 milhões de trabalhadores sem emprego, segundo dados do IBGE divulgado semana passada. Desse contingente, quantos são do Maranhão?

O país vive sua grande depressão em meio à maior confusão institucional de sua história recente. É a eleição mais desafiadora. O Maranhão sofre o efeito perverso mais do que outros estados com posição econômica e Social consolidada. Dos seis candidatos a governador do Maranhão, dos três principais, segundo as pesquisas
– Flávio Dino, Roseana Sarney e Roberto Rocha – apenas este último tem um presidenciável de seu partido, o PSDB. O problema é que o tucano Geraldo Alkmin, agora que chegou a 5%, contra 37% de Lula preso. Como o líder das pesquisas está preso, é provável que daqui a 30 dias nenhum brasileiro tenha sequer ideia de quem será o presidente.

Pior do que não saber quem será o presidente da República em 1º de janeiro é não imaginar como será o Brasil daqui até lá. Como o Maranhão não é um território isolado no meio norte. Portanto, é assombroso só imaginar como estarão os 7,2 milhões de maranhenses em meio a essa tormenta. Se o Brasil tem 27,6 milhões de desempregados e desocupados, imagine como o Maranhão vai suportar esse drama, num estado sem indústria, com agricultura computadorizada e pouca mão de obra, ainda mais com a maioria da força de trabalho pendurada no serviço público. E até quando o serviço público vai pagá-la?

Se vários estados de infraestrutura consolidada, parque industrial fabuloso e serviços de elevado poder de geração de renda e emprego estão quebrados, como o Maranhão se sairá? Daí a importância de o eleitor pensar no Estado, não em si. A eleição é desafiadora em tudo. O futuro governador precisa ter força política, prestígio, sabedoria, conhecimento da realidade e acima de tudo, honestidade. Ser transparente. Poder falar grosso aqui e onde for necessário. Caso contrário, a assombração do desemprego pode empurrar a pobreza para níveis do fim do mundo. Um infernal pesadelo no presente e no futuro.

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