2015: o ano que não acabou

Brasília, como capital da República brasileira, se transformou num ninho de conspiradores, dispostos a tudo. Eles disputam espaço político, poder, fama, mídia sem observar regras, leis, Constituição e ética profissional. O Brasil já perdeu 2015 nesse imbróglio onde cada qual conspira a torto e a direito por interesses dos mais variados. O objetivo final, porém, […]

Brasília, como capital da República brasileira, se transformou num ninho de conspiradores, dispostos a tudo. Eles disputam espaço político, poder, fama, mídia sem observar regras, leis, Constituição e ética profissional. O Brasil já perdeu 2015 nesse imbróglio onde cada qual conspira a torto e a direito por interesses dos mais variados. O objetivo final, porém, é escancarado: derrubar a presidente Dilma e, simultaneamente, bloquear qualquer possibilidade de Lula sequer disputar a eleição de 2018.

Ainda em 2015
Portanto, 2015 prolongou-se para 2016, e ainda não acabou. O Brasil precisa de alguém que aponte o nascer do sol. Que diga qual o caminho para o desemprego, a indústria produzir e a população consumir e gerar confiança nos investimentos. Os poderes deixaram de ser poder nas respectivas áreas. O Executivo deixou de executar a plenitude de suas funções. O Judiciário se enredou num emaranhado de ações e decisões onde se misturam maldade, a intromissão, o abuso, inversão de valores, verdades e dúvidas.

Tudo vale
Até juiz de primeiro grau ganha poder de ministro de Corte Suprema e nada acontece. Promotor quer decidir mais que juiz, juiz mais do que ministro e ministro mais do que Deus. Tudo vale na capital da Republica. Cada dia empurra-se o Brasil ladeira abaixo, enquanto a população, assustada, assiste a esse espetáculo deprimente. Tanta corrupção, conspiração e miséria batendo à porta de cada cidadão. O Poder Legislativo, que representa a nação, está acuado e o povo, ludibriado. Grande parte de seus representantes está metida em falcatruas e organizações criminosas.

Brasileiros desiludidos
Diante de tanta desordem, os brasileiros passaram a odiar a política como se fosse invenção do demônio. O que é ruim para todos. Tenta-se a qualquer custo incriminar a Lula e seu partido, o PT. Tentase a qualquer custo livrar o PSDB de qualquer pecado. O jogo é pesado demais e não tem previsão de quando chegará ao fim. A crise política virou crise econômica, que, por sua vez, expande a crise social, com suas consequências na Educação, na Saúde e no bem-estar de todos.

E as eleições?
As eleições municipais estão chegando e seus protagonistas das últimas, de 2012, estão, grande parte, metidos em variados escândalos. Mesmo assim, ninguém para e pensa no que será do futuro político de um país com eleições a cada dois anos e, mesmo assim, só piora.

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