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FURTOS DE ENERGIA

Operação descobre furto de R$ 75 milhões em energia no Maranhão em um ano

De 2019 a 2020, as autoridades da SEIC, com as ações desenvolvidas contra empresas e condomínios que vinham desviando energia elétrica, recuperaram grandes valores

Reprodução

Cerca de 15 milhões de reais foram recuperados e voltaram aos cofres do tesouro estadual, através das ações desenvolvidas pela Polícia Civil, no combate ao desvio de energia elétrica no estado do Maranhão. No período do segundo semestre de 2019 e primeiro de 2020, as autoridades do Departamento de Combate ao Furto de Energia da Superintendência Estadual de Investigações Criminais – SEIC, com as ações desenvolvidas contra empresas e condomínios que vinham desviando energia elétrica, conseguiram recuperar para a concessionária Equatorial, nada menos que R$ 75 milhões, dos quais R$ 15 milhões concerne sobre os tributos que estavam deixando de pagar ao   Estado.

O delegado Paulo Roberto Carvalho, titular do Departamento, disse que o desvio de energia elétrica, através dos furtos é um problema muito mais grave do que se imagina e que prejudica toda a população, visto que a agência reguladora, quando já constatado o desvio, faz o rateio dos prejuízos entre os consumidores que pagam pelos crimes praticados pelos autores. “Todo mundo consumidor paga pela energia desviada”, afirmou o delegado. E isso se dá através de resolução da Anaeel, que determina esta energia perdida, sem a contrapartida, é sobre taxada para os consumidores em geral.

Ele disse ainda  que os desvio de energia não se dá apenas pelos que se utilizam  de meios fraudulentos, mas também pela invasões que instalam “gambiarras” para se utilizar da energia elétrica sem pagar. O delegado Paulo Roberto afirmou que de todo o Brasil, na região estão 60%  dos autores destes desvios, o que não se verifica nas regiões Sul e Sudeste, onde, até mesmo nas favelas, os consumidores tem os seus medidores instalados nas suas casas, consumindo a energia de forma legal.

Conforme o delegado , os moradores das invasões  que se utilizam das gambiarras, acabam se prejudicando, visto que, poderiam regularizar seu consumo dentro dos parâmetros do consumidor de baixa renda e pagar uma importância irrisória, e se beneficiar  com a ajuda do governo e da própria concessionária, que constantemente promove distribuição de geladeiras para esta faixa de consumidores e outras ajudas.

Paulo Roberto alerta para outro problema, exemplificando que se algum empresário desejar instalar um empreendimento em alguma destas regiões, não consegue, porque a concessionária não tem como lhe garantir o fornecimento da energia necessária, visto que o desvio desregrado da energia lhe impossibilita.

Aquela autoridade disse que as ocorrências tem aumentado, visto que o Departamento atende as demandas das agências reguladoras Anaeel, Anatel, Petróleo, assim como a concessionária de água e esgoto. Quanto ao desvio de energia elétrica, a média de ocorrências é de 350/mês e que a Polícia Judiciária não tem material humano para atender toda demanda.

Furtos de energia ficaram mais sofisticados

Conforme o delegado Paulo Roberto, com as instalações dos medidores digitais, as ações delituosas para o desvio de energia, ficaram mais sofisticadas, sendo praticadas de forma conjunta por hackers e técnicos em eletricidade, que retiram o medidor da unidade consumidora e levam para um laboratório, onde o software é invadido e adaptado com uma nova placa e,  controle remoto para  acionar o “gato” que também pode ser acionado ou desligado com um sensor de presença, o que confunde a fiscalização, visto que quando os auditores se aproximam do medidor, este é acionado automaticamente e desliga o gato, passando o consumo a ser indicado pelo medidor.

O trabalho da Polícia se desenvolve em sintonia com os técnicos da concessionária que identificam os pontos onde se registram as perdas e os investigadores e peritos das forças de segurança são acionadas para identificar e reprimir as ilicitudes. O delegado Paulo Roberto disse que desde o início da pandemia do Coronavírus  houve uma retração na fiscalização, mas que, mesmo assim, em abril, foi realizada a primeira etapa da Operação Pandemia, na região metropolitana, por motéis, hotéis, postos de combustíveis e condomínios fechados, como os Condomínios Pacífico, Village dos Jasmins e Vitória, que tem 300 casas, das quais 16 foram autuadas por furto de energia.

A etapa Pandemia II, realizada em julho,  se estendeu para o interior do  estado, em Pinheiro e outras cidades da Baixada, Santa Inês e Zé Doca. A última etapa foi realizada em Chapadinha, Caxias e Timon. Se estendendo de Bacabal até Pedreiras, onde a Polícia constatou seis hotéis com fraudes muito sofisticados dentro dos medidores digitais.

Com relação às fraudes no sistema de distribuição de àgua, o trabalho da Polícia é muito prejudicado, tendo em vista que somente 17% do universo de consumidores possui hidrômetro. “Dessa forma, o trabalho da fiscalização se concentra nos grande condomínios”, disse o delegado Paulo Roberto.

Dessa forma, o trabalho da fiscalização se concentra nos grande condomínios

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