SAÚDE

Maternidade Maria do Amparo retornará às atividades em março

Em março, as ações que desenvolve há 37 anos, atendendo mulheres de toda cidade serão restabelecidas

Foto: Reprodução

A Maternidade Maria do Amparo, localizada no bairro do Anil voltará às suas atividades. Em março, as ações que desenvolve há 37 anos, atendendo mulheres de toda cidade serão restabelecidas. A maternidade foi desativada em dezembro do ano passado.

Em reunião ocorrida na Câmara Municipal de São Luís, entre gestores e funcionários da Maternidade Maria do Amparo e em seguida com membros da Secretaria Municipal de Saúde, foram elaboradas estratégias para que a maternidade fosse reaberta e voltasse às suas atividades.

Durante a reunião foi proposto que a unidade receberá da Secretaria Municipal de Saúde uma dotação de R$ 280 mil, mais os médicos. Com a proposta a reabertura da maternidade deve ocorrer no início do próximo mês. Até o fim de fevereiro, serão tratados os moldes do convênio.

MATERNIDADE MARIA DO AMPARO

A maternidade sempre prestou bons serviços à cidade, chegando a realizar cerca de 200 partos, e já contabilizou mais de cem mil partos, durante os seus 37 anos de existência. A Maria do Amparo, desde que interrompeu o atendimento, deixou de fazer 600 partos, o que contribuiu para a superlotação de outros hospitais.

Com o retorno das atividades, a maternidade irá contribuir para amenizar os problemas, tendo em vista que promoverá a redução da demanda de outros hospitais como Materno Infantil, Maternidade Marly Sarney, que são as que atendem os casos de maior complexidade, e também de outros como Santa Casa de Misericórdia, Maternidade Nossa da Penha e Nazira Assub (fechada).

MORTALIDADE MATERNA

Mais de 1.829 mulheres morreram no Brasil por causas relacionadas a ou agravadas por gravidez, parto ou o puerpério (período pós-parto de 42 dias), em 2016. Isso equivale a cinco mortes diárias. No mundo, 830 mulheres morreram por dia por essas causas, apontam dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Essa causa de morte, preocupa as autoridades de saúde que tem uma classificação internacional específica: morte materna. Dados do Indicadores de Desenvolvimento Global do Banco Mundial de 2016, indicam que para cada 100 mil nascidos, 69 mulheres morreram no parto ou no puerpério no Brasil. Em países desenvolvidos, a taxa é de dez mortes por 100 mil bebês vivos, e no Japão são apenas seis mortes.

A fim de chamar a atenção para a vulnerabilidade da saúde feminina no mundo, 28 de maio foi escolhido como Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher.

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