TURISMO

Infraero registra queda no tráfego de turistas

Dados indicam queda de 17,65% do circulação de turista no estado no primeiro trimestre de 2015, em relação ao mesmo período do ano anterior

Aeroporto

O tráfego de turistas no Maranhão caiu 17,65%, comparando este primeiro trimestre com o mesmo período do ano passado. O movimento de embarque e desembarque no Aeroporto Marechal Hugo da Cunha Machado, na capital, somou 379.979 este ano, contra 461.379 no ano anterior. Os voos nacionais somaram 266.711 neste trimestre, contra 361.205 ano passado – uma queda de aproximadamente 21% na movimentação. A queda é observada também na movimentação mensal. Foram 125.625 passageiros em janeiro deste ano contra 177.580 ano passado; fevereiro registrou 126,105 contra 138,436; e março, 128,249 contra 145,363.

Os dados são da Superintendência da Infraero no Maranhão e refletem diretamente no setor turístico do Estado. Proprietários de bares, restaurantes e a rede hoteleira reclamam os prejuízos. “O turismo é o primeiro que impacta negativamente com esta queda na movimentação do aeroporto. A principal consequência é o desemprego, que o setor já vem enfrentando”, enfatiza o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis no Maranhão (ABIH-MA), João Antônio Barros Filho. Os problemas persistem desde o ano passado e prejudicaram este ano, datas como Carnaval, Semana Santa e agora, os festejos juninos e férias. A recuperação, diz, pode ser alcançada por ação conjunta dos setores e entidades envolvidas.
Vagas ociosas nos hotéis, espaços turísticos sem clientela e a baixa arrecadação de impostos são outros resultados negativos dessa baixa no tráfego aéreo, apontados por ele. “Perde o empresariado, perde a cidade e a população com este cenário de turismo em queda”, diz. Para tentar driblar o problema e demitir o menos possível, o setor vem atuando com quantidade mínima de funcionários. Ano passado, o desemprego nesta área somou 40% e a expectativa para este ano é de aumento, dado o momento negativo que vive o setor. Barros diz que o setor está apenas demitindo e sem previsão para novas contratações. “Para melhorar a taxa de ocupação é preciso mais opções de voos para a capital, melhoria na infraestrutura da cidade e mais segurança”, enumera. Os dados de ocupação deste ano estarão disponíveis amanhã, 6.
Atualmente, a capital dispõe de 5.500 acomodações na rede hoteleira filiada à ABIH-MA, com 42 associados, incluindo os maiores hotéis locais. “Estamos com vagas ociosas”, enfatiza Antônio Barros. As perdas agregam uma cadeia de serviços que inclui funcionários de hotéis, de restaurantes, guias turísticos e transportes. “Um turista representa emprego para, pelo menos, cinco pessoas, movimentando todo um conjunto de negócios. Sem esse turista, tudo isso para”, aponta. Barros acrescenta ainda que o turista está cada dia mais exigente e caso não encontre as condições adequadas, não retorna.
Imposto reduzido
O Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS), que era reclamado pelos empresários como um dos mais altos do país e maior problema para o crescimento do setor, sofreu uma queda. O tributo foi reduzido em março, pelo Governo do Estado com objetivo de tornar o turismo local mais competitivo nacionalmente. O presidente da ABIH-MA, Antônio Barros, destacou ter sido esta uma medida necessária e muito positiva que vai beneficiar diretamente o setor e as empresas aéreas que operam na região. Segundo ele, a decisão pode refletir, futuramente, no aumento de voos para a capital e consequente aumento no fluxo de turistas. “Essa iniciativa permitirá que o Maranhão seja colocado no lugar que merece, tanto no cenário nacional quanto internacional”, avaliou a secretária Estadual de Turismo, Delma Andrade, na ocasião da medida. Com a diminuição, a alíquota ficou em 17% para empresas que operam no aeroporto maranhense, 12% para operações em dois aeroportos e 7% para três ou mais aeroportos ou voos internacionais saindo do Maranhão. Antes, era praticado tributo único de 25%, que estava entre os mais caros do país.
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