Corrida por duas vagas no Plenário do Senado pelo Maranhão deve ser a mais intensa dos últimos anos (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Na primeira exibição da propaganda eleitoral de TV no Maranhão, além de governadores e senadores, deputados estaduais também pediram voto.

Entre os senadores, Weverton (PDT) e Eliziane (PPS) foram os primeiros e focaram em contar suas origens, ele no movimento estudantil e ela no direito das mulheres. Ambos tentaram colar suas imagens à figura de Flávio Dino (PCdoB).

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Na sequência, ainda na corrida pelo Senado, Sarney Filho (PV) falou sobre a defesa do meio ambiente, e Lobão (MDB) pediu que os eleitores renovassem a confiança em seu tabalho.

Com menos tempo, o jovem Alexandre Almeida (PSDB) propôs renovação “contra velhos políticos corruptos”. Zé Reinaldo, seu parceiro de chapa, não apareceu na propaganda. Assim como o programa do PSOL, e do candidato ao governo Roberto Rocha (PSDB), que não foram ao ar. No lugar, uma tela azul informava o horário reservado para as coligações.

Curiosamente o ex-presidente Lula (PT), candidato ignorado por parte da imprensa em pesquisas, pediu voto para os deputados estaduais da sigla.

Além deles, o PSTU, com apenas 9 segundos de programa, insinuou estar sendo censurado, e sugeriu aos eleitores que os sigam as redes sociais do partido.

GOVERNADORES

Flávio Dino (PCdoB), o que teve mais tempo com mais de quatro minutos, abriu seu programa exibindo um discurso de sua posse: “Queridos leões, sejam bem-vindos a democracia”.

O comunista disse que “o nosso estado não é mais governado por uma, duas ou três famílias”, e que mesmo com Michel Temer na presidência, o Maranhão seguiu sendo destaque no Brasil e motivo de orgulho ao seu povo. Falou ainda da “maior convenção da história”, que contou com 10 mil pessoas no lançamento de sua campanha, para terminar argumentando que quatro anos é pouco tempo para consertar o que fizeram durante cinquenta.

Maura Jorge (PSL), em uma peça rápida (apenas onze segundos), optou pelo tragicômico, com uma garota em uma feira de bananas gritando que todos os políticos estavam vendidos.

O horário eleitoral terminou com Roseana (MDB), que não citou seu sobrenome Sarney em nenhum momento – durante uma parte da propaganda o narrador dizia que ela poderia ter qualquer sobrenome -, e falou que “o povo do Maranhão que é guerreiro”, enquanto o narrador contava que “se ela teve quatro mandatos é porque ela é boa de comando”. A emedebista terminou convocando as mulheres: “vamos para a linha de frente”.