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Começou hoje o “horário da política obrigatória”, com uma campanha mais curta e sem dinheiro, o rádio e a televisão serão as principais vitrines que os candidatos têm para pedir votos. Os comícios estão a cada 4 anos menores e a Internet está tomando conta do debate público.

A disputa claramente está polarizada. De um lado o governador Flávio Dino, do PCdoB e do outro a ex-governadora Roseana Sarney, do MDB. Os demais candidatos, pelo menos até aqui não mostraram nem força e muito menos expressão para conquistar votos dos indecisos e tampouco dos outros dois candidatos que alcançam as primeiras colocações.

Durante a propaganda, Dino deu a largada do início. Com imagens e discurso do seu primeiro dia de governo, da sacada do Palácio dos Leões, Flávio deve reverberar nos demais programas o que disse há pouco mais de quatro anos, quando iniciava o seu governo. Orgulhoso de ter cumprido suas promessas, deve apresentar, didaticamente os programas e obras que executou. Já o papel de Roseana é tentar desconstruir a imagem do governador. A ex-governadora disse que, se eleita, não vai abandonar o que está sendo feito. Um franco reconhecimento do que está sendo feito pelo atual governo.

A candidata do MDB também quer passar que é a candidata de Lula, logo no primeiro programa usou imagens do ex-presidente para afirmar que em outros tempos foi aliada de Luis Inácio. Mas quanto a isso, Flávio Dino, não deve se preocupar, pois também tem um arsenal de imagens ao lado do ex-presidente e de pessoas próximas a Lula.

Com o jingle cantado pela cantora Alcione, Roseana pegou para si o título de amante da cultura. Disse que estava “aposentada da política” mas não conseguiu “ver como estava o Maranhão dela”. Utilizando-se daquela máxima: foi o povo que pediu.

Vamos esperar os próximos dias para saber se a campanha vai esquentar ou continuar no mesmo ritmo de agora. Com a maré favorável ao atual mandatário do Maranhão.