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João Amoêdo é mais um dos pré-candidatos à presidência da República a visitar o Maranhão. Começou sua carreira como trainee no Banco Citibank, foi diretor executivo do Banco BBA Creditanstalt, presidente da Finaústria CFI, vice-presidente e membro do conselho de administração do Unibanco, membro do conselho de administração do Banco Itaú BBA e membro do conselho de administração da empresa João Fortes Engenharia.

Em sua passagem por São Luís, teve uma agenda com empresários locais e filiados do seu partido, que, segundo o líder regional, tem cerca de 300 no estado.

O presidenciável, conversou com o jornalista Mivan Gedeon, de O Imparcial, que você confere na íntegra na edição digital do jornal.

O Imparcial Recentemente, tivemos uma greve de caminhoneiros que pararam o país. A construção de ferrovias faz parte do seu plano de governo? João Amoêdo As estradas de ferro estão nos meus planos de governo, mas temos que entender que nós temos que criar as condições para a iniciativa privada, principalmente, o capital externo, que está sedento por bons investimentos. Então, eles precisam de uma atração para fazer esses investimentos aqui no Brasil. Como você tem um cenário sempre muito incerto, taxas de juros muito elevadas, ninguém está disposto a fazer um investimento que o retorno é de longo prazo. Na hora que você tiver taxas de juros mais baixas, segurança jurídica e um ambiente de mais estabilidade e atrair investimento, vamos poder ter a ferrovia, que é fundamental para o Brasil. Nós somos carentes disso e hoje vimos, com a greve dos caminhoneiros, o quanto somos reféns de um processo que é muito mais caro, inclusive, do que o transporte rodoviário. O Imparcial Como pretende fazer para que o Brasil tenha juros mais baixos? João Amoêdo O Novo não teve nenhum financiamento de banco. Eu trabalhei em banco como executivo até 2005, depois saí. E o Novo tem financiamento de pessoas físicas. Não tem nenhuma doação de banco nem de nenhuma empresa. Até porque, quando o Novo virou partido, já era proibido o financiamento de instituições financeiras. Mas seria até bom, pois teríamos mais recursos. O Imparcial O que você mudaria no atual plano econômico do governo? João Amoêdo Primeiro, eu acabaria com uma série de privilégios de políticos, da classe empresarial e de altos funcionários do nível federal. Reduziria privilégios. Quanto à política econômica, nós temos que ter uma abertura maior da economia brasileira. Isso é fundamental! A nossa economia é muito fechada e a forma da gente aumentar a nossa produtividade é aumentando a nossa economia. E a terceira coisa seria simplificar os impostos. Simplificar no primeiro momento e depois reduzir a carga tributária. O Imparcial Qual a sua opinião sobre o programa Bolsa Família. Continuaria em seu governo? João Amoêdo Sou favorável ao Programa Bolsa Família, acho que é um programa eficiente. Ele gasta R$ 29 bilhões e atende 12 milhões de famílias brasileiras. Mas o que a gente quer fazer é criar portas de saída, para que as pessoas possam ter esse programa como transitório e não como permanente, para que eles possam ter uma cidadania plena e possam ao longo do tempo não depender mais dele. Temos que fazer uma coisa gradual e comemorar as pessoas que saem do programa e não as que entram.