OPINIÃO

O poder da fake news

O principal impacto das fake news é tumultuar o processo pelo qual as pessoas recebem as informações sobre questões de interesse público

Nas eleições passadas, as fraudes nas suas inúmeras técnicas e artimanhas eram a maldição das disputas eleitorais. Quem as usassem com mais talento, estrutura e contasse com vista grossa dos órgãos oficiais, acabavam dominando o poder pelas urnas devassadas. Depois, foi o fenômeno das pesquisas, que se proliferaram até nas eleições dos municípios de menor densidade eleitoral, interferindo na vontade popular. Agora, são as fake news (noticias falsas) que infernizam as campanhas e maculam a democracia.

As mentiras eletrônicas, pelas redes sociais, ganharam roupagem de verdade e fazem estragos na vida pública e privada de qualquer político em qualquer parte, perante incalculável multidão, ligada, por exemplo, ao WhatsApp. As fake news jogam sobre o processo eleitoral de 2018 uma nuvem de mentiras, cujo fenômeno não tem precedente no mundo. Viraram a arma da desinformação política.

A chefa da missão de observadores da OEA nas eleições brasileiras, Laura Chinchilla, disse que, diferentemente de outros países, é espantosa a distribuição das fake news sendo feita por uma rede privada, o Whatsapp. Pior de tudo é a compra de pacotões de milhões de disparos por essa mídia social, sem qualquer interferência, punição ou restrição do poder público controlador da eleição. Os dois candidatos presidenciais Jair Bolsonaro e Fernando Haddad se acusam mutuamente da prática criminosa de falsificar fatos, falas e imagens para prejudicar o outro. O WhatsApp virou uma arma poderosa para difusão da mentira em escala mundial e em proporções astronômicas. As consequências desse poder paralelo são funestas para a democracia brasileira e para o futuro do maior país da América Latina. Um mar de incerteza, de tormenta e de insanidade.

A verdade

“Podemos votar em um candidato baseado em mentira? Como cristão, acredito que nós precisamos andar sempre com a verdade porque a libertação vem da verdade. A verdade é que liberta”, de Flávio Dino, em vídeo no qual critica Jair Bolsonaro.

A voz do governo

O deputado eleito Marcelo Tavares (PSB), que reassumiu ontem a chefia da Casa Civil do governo estadual, pode estar a um passo de ser indicado líder de Flávio Dino na Assembleia Legislativa, Casa que o deputado já presidiu.

Bom trânsito

Marcelo conhece todas as artimanhas do plenário assim como o funcionamento da Alema, além de manter relação respeitosa com o presidente Othelino Neto (PCdoB), que deve ser reeleito. Ele ficará na Casa Civil, de onde saiu em abril, até tomar posse, como deputado.

Nova experiência

Também o jornalista Márcio Jerry, deputado federal eleito pelo PCdoB, voltou à Secretaria de Comunicação e Articulação Política, enquanto aguarda o dia da posse na Câmara. Ele não tem interesse em permanecer no governo, o que abriria vaga para um suplente.


“Só um ‘tsunami’ poderia fazer Bolsonaro não ser eleito presidente”

Do presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro. Em entrevista ao Broadcast Político/Estadão.


1

Entrevistado no programa “Café com Elda Borges”, na TV Assembleia (canal 51.2 e TVN canal 17, às 8h30 de hoje), Márcio Jerry disse que Flávio Dino vai deixar para depois da posse, no segundo mandato, em janeiro, fazer qualquer mudança no secretariado.

2

Pelo menos 136 militares do Exército, além do contingente da Polícia Militar, estarão em Bacabal, a partir de amanhã, para garantir a segurança da eleição suplementar de domingo. O TRE não quer ouvir nem um nhenhenhém por ali.

3

O vereador Edvan Brandão (PRB), como prefeito no mandato-tampão em Bacabal, está suando a camisa para ser efetivado. Ele concorrer no cargo contra quatro outros candidatos, sendo que César Brito, do PPS, é uma pedreira, apoiado por Flávio Dino e Weverton Rocha e Eliziane Gama.

Tempo quente

Pelas redes sociais, o advogado Mário Macieira, ex-presidente da OAB-MA, e o ex-deputado Joaquim Haickel trocam insultos como se fazia nos movimentos estudantis, na época da brilhantina – rede social era tabefe mesmo. Falta poesia e sobra código civil.

Só milagre

Cinco pontos na pesquisa CUT/Vox Populi divulgada ontem separam Bolsonaro e Haddad. Se real os números, confirma que a os indecisos vão decidir o presidente domingo. Na estimulada, Bolsonaro 44% – Haddad 39%.

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