OPINIÃO

Tensão na reta de chegada

Apesar das últimas pesquisas apontarem vitória de Flávio Dino no dia 7 de outubro, ele, porém, prefere não subir nas tamancas do “já ganhou”. Afinal, a campanha está na reta final – o ponto mais crítico

Os candidatos que se distanciam do pelotão da retaguarda, Dino e Roseana Sarney, intensificam suas peregrinações, realinham as estratégias para não praticar deslize, falar o que não deve, manter os redutos invioláveis e se preparar para o debate na TV Mirante no dia 2. Será o 1º confronto diante das câmeras entre Dino e sua antecessora Sarney, que têm adotado a estratégia de não comparecer em debates e de sabatinas com os demais concorrentes.

Ainda neste fim de semana, deverão ser divulgadas pelo menos três pesquisas que vão deixar o ambiente eleitoral mais ouriçado e tenso. Tem pesquisa registrada no TRE da Escutec, para hoje; da DataIlha, para amanhã; e da Exata, para domingo. Portanto, são nove dias de pura adrenalina tanto no âmbito estadual, quanto no nacional, com os candidatos presidenciais embolados sobre o provável 2º turno entre Fernando Haddad, pela esquerda, e o Jair Bolsonaro, pela extrema direita. Ao contrário da eleição presidencial, a do governo maranhense está rumando para a eleição do século ser resolvida entre Flávio Dino e Roseana Sarney.

Como nunca fez nos quatro anos de mandato, Flávio Dino está mostrando, dentro e fora do horário eleitoral, o portfólio de suas realizações, que a grande maioria dos maranhenses não conhecia: uma gestão rica em obras essenciais nas áreas de educação, saúde, segurança e rodovias, bem como no setor da agricultura familiar. Como o segmento industrial tem dependência muito mais forte da conjuntura nacional do que da estadual, a crise o afetou, porém, sem provocar desmonte do parque fabril. Dino é bem avaliado como o governador que mais cumpriu, no Brasil, o que prometeu em 2014.

Os adversários do governo – todos – abrem seu leque de críticas, a maioria o chamando de “comunista” como se fazia no século passado. No entanto, nenhuma voz se levanta contra o descalabro da política nacional, responsável pelo desemprego em massa, endividamento recorde e queda nos repasses federais para as prefeituras e o estado. Por conveniência ou má-fé, os candidatos a governador preferem atacar o lado mais perto do eleitor. Michel Temer está passando incólume da campanha do Maranhão. Só não escapa das revelações feitas pelo governo Dino, sobre o qual recai todo o impacto da crise nacional, com seus desdobramentos nos estados e municípios. Sobre isso, os candidatos preferem olhar obliquamente a crise.

*Raimundo Borges é diretor de redação do jornal O Imparcial

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