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A suposta candidatura do deputado Eduardo Braide (PMN) ao governo do Maranhão, anunciada, semana passada, como fato definitivo, pelo deputado federal José Reinaldo (a caminho do DEM), está, no momento, mais para fake news do que fato relevante. É igual à do deputado Rodrigo Maia, presidente da Câmara, ser candidato a presidente da República. Tem jeito de balão de ensaio em busca de ventos favoráveis nas próximas pesquisas a serem realizadas daqui até julho.

No Rio, onde a política estadual virou defunto sem dono, o circo já está armado para o lançamento de Maia à sucessão de Michel Temer, na próxima quinta-feira, durante a convenção do partido DEM. Marrento, ele tira onda e diz que há importantes legendas apoiando seu nome, referindo-se ao PP e ao Solidariedade. Já no caso Eduardo Braide, nem ele se dispôs a falar como pré-candidato. Deixou Zé Reinaldo dizer que é decisão tomada.

Braide está como um dos deputados mais atuantes da Alema, com robusta base de conhecimento político, suficiente para não se iludir sobre a disputa do governo, num cenário polarizado entre Roseana Sarney (PMDB) e Flávio Dino. Corre o risco de perder a chance até de se eleger deputado federal, com o recall eleitoral que conquistou na eleição de prefeito de São Luís, em 2016, quando chegou ao 2º turno. Avançar num jogo pesado desse, correndo o risco de ficar sem mandato algum e perder chance em 2020 de novo em São Luís, é algo que não cabe no nível de inteligência de Eduardo Braide.

Se ele está alimentando a possível candidatura para depois sair de cena sem contrariar o eleitorado, pode até ser uma aposta de quem enxerga a política com visão alargada. Caso contrário, Braide vai ter que engolir muita poeira, se mostrando ao eleitorado dos rincões maranhenses, sem dinheiro de empresas na campanha, sem estrutura e sem ter a quem sequer esperá-lo na maioria das cidades por onde obrigatoriamente terá que passar. Mas, José Reinaldo acha que o projeto pode vingar. Então tá.

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