Gastroenterite

Gastroenterite, a virose da mosca que invadiu a capital

Cerca de 50% dos pacientes que estão lotando os corredores dos hospitais da capital maranhense são devido à contaminação da ‘virose da mosca’

Reprodução

Cerca de 50% dos pacientes que estão lotando os corredores dos hospitais da capital maranhense são devido à contaminação da ‘virose da mosca’, tecnicamente conhecida como gastroenterite. Ela é provocada pela ingestão de alimentos contaminados por fungos e bactérias. As principais vilãs desta virose são as moscas, que se proliferam consideravelmente neste período chuvoso e de temperatura elevada, deixando, assim, um cenário propício para a sua reprodução.

Segundo a médica Graziela Medeiros, da clínica geral da Hapvida Saúde, esses insetos são os que mais contaminam os alimentos, pois pousam sobre lixos e carregam impurezas para os alimentos consumidos. “Essa gastroenterite pode ser provocada por fungos ou bactérias, levados pelas moscas, mas também pode ser viral. De qualquer modo, a infecção causa problemas no trato gastrointestinal e, em geral, tem um ciclo autolimitado que dura de quatro a sete dias, mas a doença pode ser agravada se os cuidados básicos não forem tomados”, explica Graziela.

Segundo a médica, os sintomas da gastroenterite são muito parecidos com a da virose comum. “Em geral, a pessoa contaminada tem dor de cabeça, indisposição, febre baixa (se for infecção viral) e febre alta (se for bacteriana). Os sinais típicos da gastroenterite, que permitem o diagnóstico clínico da doença, são dores abdominais, dores no estômago, vômitos, náuseas, falta de apetite e diarreia (cerca de cinco evacuações por dia). As fezes ficam pastosas e líquidas”, pontua.

O modelo Flávio Gomes, 19 anos, passou o período carnavalesco refém da virose da mosca. “Ao fazer os exames clínicos o médico constatou que nada mais era que a ‘virose da mosca’. Foram quatro dias sentindo muito enjoo, com fortes vômitos, dores de cabeça, dores no estômago e falta de apetite”, conta.

Algumas pessoas buscam técnicas caseiras para inibir a proliferação do mosquito nas residências. O professor de Biologia do Instituto Federal do Maranhão Lula Henrique apresentou a O Imparcial algumas dicas simples para garantir a saúde e evitar os insetos como cobrir os alimentos, manter o ambiente de cozinha limpo e sem restos de comida. “algumas dicas caseiras podem ser usadas também como um recipiente com água e sabão em pó, com um pouco de açúcar que atraem as moscas e as eliminam autenticamente”, conta o professor.

Segundo a assessoria de um hospital particular da capital, 50% dos atendimentos em emergências de suas clínicas têm sido por conta desta virose.

CUIDADOS COM A MOSCA

  • Não deixar acumular o lixo mais de 4 dias dentro de casa;
  • Lavar o fundo do recipiente onde é colocado o lixo com água sanitária uma vez por semana;
  • Utilizar um prato ou outro utensílio para tapar a comida, evitando deixá-la exposta;
  • Evitar comer comida que esteve em contato direto com moscas;
  • Colocar redes contra moscas e mosquitos nas janelas;
  • Usar uma rede mosquiteiro para dormir, especialmente no caso dos bebês.
  • No entanto, caso as moscas consigam se desenvolver dentro de casa mesmo seguindo estas dicas, existem formas de eliminar, como usar inseticidas, armadilhas ou vaporizadores, por exemplo.
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