Mais Cultura e Turismo

Projeto ‘Dança na Concha’ acontece hoje em São Luís

O evento terá apresentação de bailarinos de diversas companhias. O objetivo é fomentar e fortalecer o segmento na Ilha

Reprodução

Após três anos sem se apresentar em palcos maranhenses, a bailarina Anette Leite Laport está de volta a São Luís. Ela e vários artistas farão uma apresentação amanhã (19), a partir das 18h, no projeto “Dança na Concha” da Concha Acústica Reynaldo Faray, sob direção de René Amorim. O evento faz parte do “Mais Cultura e Turismo” realizado pela Sectur (Secretaria de Estado da Cultura e Turismo).

Segundo Anette Laport, que é bailarina e professora maranhense, radicada há 11 anos na França, o objetivo de congregar os artistas de dança de São Luís. O “Dança na Concha” terá uma vasta programação com coreografias que mostram as diferentes vertentes da dança nos mais diversos estilos, partindo do Ballet Clássico e passando pela dança contemporânea, Jazz Dance, Stiletto, Dança Popular e Street Dance. “O evento terá a participação de grupos, companhias, escolas de dança e bailarinos independentes. Na verdade, será uma grande celebração à dança e uma forma de fortalecer o movimento, que está passando por um período muito crítico”, disse ela.

Dentre os convidados que irão abrilhantar o evento, teremos: a Cia. Street Master, a Pulsar Companhia de Dança, Ballet Olinda Saul, Escola de Dança Adágio, Companhia Movimentar, Masters Girls, Centro de dança Viller Monteles, Estúdio Pulsar, Academia Body Tech, Cia Trois de Dança, Joel Farias e Hélio Martins.

O “Dança na Concha” terá também, além da participação especial da bailarina Anette Leite e, como convidada de honra, a bailarina caxiense Bruna Gaglianone, quem nos presenteará com uma noite de autógrafos. Bruna é solista de uma das maiores e mais tradicionais companhias de ballet do mundo, o Ballet Bolshoi, da Rússia.

Em entrevista a O Imparcial, Anette Leite revelou que dança desde os 10 anos e, profissionalmente, desde 1998. A bailarina que deu seus primeiros passos na dança quando ingressou no Ballet de Olinda Saul, passou pela Escola Cubana de Balé, em Havana, onde passou um ano. Em seguida, viajou para São Paulo onde teve uma passagem pelo Ballet Stagium, uma das Companhias de dança contemporânea mais respeitadas do Brasil. Participou do O evento terá a participação de grupos, companhias, escolas de dança e bailarinos independentes. Na verdade será uma grande celebração à dança e uma forma de fortalecer o movimento que está passando por um período muito crítico Anette Leite Laport, bailarina corpo de baile de Diadema. Morou em Salvador, onde dançou no Teatro Castro Alves. Estudou dança na China, onde morou dois anos, e depois seguiu para França, onde mora há onze anos, na Cidade Luz.

Para viver de dança em Paris, Anette Leite teve que se especializar. Ela, que seguiu a via pedagógica para poder ensinar dança, teve que fazer teste para a Escola de Ópera de Paris. “Para ensinar dança tive que estudar muito, pois na França só é permitido ser professor de dança se tiver uma certificação como profissional. Enquanto eu não tinha, estudava e ensinava os ritmos brasileiros e maranhenses, como o samba, o bumba meu boi, tambor de crioula e outros, pois tinha que me sustentar. Hoje, graças a Deus, posso dizer que vivo de dança”, disse a bailarina, que está na Ilha de férias desde junho.

 

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