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Gás de cozinha deve passar dos R$ 100 com novo reajuste da Petrobras

Empresa estatal alerta que ainda podem vir mais aumentos pela frente

Botijão de 13 kg já passa dos três dígitos em várias regiões do país. (Foto: Myke Sena)

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) publicou relatório em que indica, pela primeira vez na história, um valor de três dígitos para o gás de cozinha.

Na semana passada, o preço médio no país era de R$ 100,44, chegando até a R$ 135,00 de acordo com a região. A alta é causada pelo reajuste de 7,2% no Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) feito no início do mês.

O valor mais alto foi registrado no Norte do país, seguido da região Centro-Oeste — R$ 106,10 e R$ 105,40, respectivamente. Em cidades como Sinop, no Mato Grosso do Sul, o valor praticado para uma botija de 13 kg chega a R$ 135.

São duas as regiões em que os valores estão mais amenos, mas não mais baratos. No Sudeste, o produto pode chegar até R$ 98,86; no Nordeste fica em R$ 98,34.

O GLP não foi o único a sofrer mudanças no valor, o mesmo reajuste foi feito para os combustíveis. A gasolina teve aumento de 3,3%, acompanhado do etanol que subiu 0,92%, registrando, assim, uma alta de 3,57% no preço médio mensal do combustível brasileiro.

A gasolina está acima de R$ 7 o litro, em seis estados do país: Acre (R$ 7,30), Mato Grosso (R$ 7,04), Minas Gerais (R$ 7,17), Rio Grande do Sul (R$ 7,49), Rio de Janeiro (R$ 7,39) e Piauí (R$ 7,15). O valor mais alto registrado é de R$ 7,499 o litro, em Bagé, no Rio Grande do Sul; e o mais baixo é de R$ 5,299 em Cotia, São Paulo.

Auxílio gás

Na terça-feira (19) foi votado, no Senado, o projeto de lei do Programa Gás para os Brasileiros, de autoria de Eduardo Braga (MDB-AM). O incentivo, segundo o parlamentar, é uma forma de tentar equilibrar a dissonância entre os preços médios do gás de cozinha e a realidade das famílias brasileiras de baixa renda.

Leia também: Aprovado Auxílio Gás que prevê desconto de até 50% no botijão

A ideia é que o governo federal ofereça 50% do valor da botija de 13kg, a cada dois meses, durante um período de cinco anos, às famílias de baixa renda cadastradas no CadÚnico ou que tenham um dos membros da residência inscritos no programa. O subsídio será entregue preferencialmente às mulheres que sofreram violência doméstica ou que estão amparadas por medida protetiva.

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