CORONAVÍRUS

No Maranhão

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MAIOR DIFERENÇA

São Luís tem mais óbitos e menos nascimentos

Cartórios de São Luís registram menor número de nascimentos desde 2003, e diferença entre nascimentos e óbitos é a menor já registrada desde o início da série.

(Foto: STR/AFP - 11/5/21)

Quem imaginaria que um dia noticiaremos que São Luís registraria mais mortes do que nascimentos? Reflexos da pandemia da Covid-19, o impacto que a doença vem causando na humanidade é incomensurável, ainda mais se tratando da população maranhense.

Além das mais de 2.461 vítimas fatais atingidas pela doença, o novo coronavírus vem alterando a demografia de uma forma nunca vista desde o início da série histórica dos dados estatísticos dos Cartórios de Registro Civil de São Luís, em 2003: nunca se morreu tanto e se nasceu tão pouco em um primeiro semestre como neste ano de 2021, resultando na menor diferença já vista entre nascimentos e óbitos nos primeiros seis meses do ano.

Em números absolutos os Cartórios de São Luís registraram 4.311 óbitos até o final do mês de junho. O número, que já é o maior da história em um primeiro semestre, é 35,2% maior que a média histórica de óbitos no estado, e 7,01% menor que os ocorridos no ano passado, com a pandemia já instalada há quatro meses no Maranhão.

Já com relação a 2019, ano anterior à chegada da pandemia, o aumento no número de mortes foi de 33,06%. Com relação aos nascimentos, São Luís registrou o menor número de nascidos vivos em um primeiro semestre desde o início da série histórica em 2003. Até o final do mês de junho foram registrados 7.356 nascimentos, número 16,8% menor que a média de nascidos no estado desde 2003, e 4,55% menor que no ano passado. Com relação à 2019, ano anterior à chegada da pandemia, o número de nascimentos caiu 26,92% na capital.

O resultado da equação entre o maior número de óbitos da série histórica em um primeiro semestre versus o menor número de nascimentos da série no mesmo período é o menor crescimento vegetativo da população em um semestre no estado, aproximando-se, como nunca antes, o número de nascimentos do número de óbitos.

A diferença entre nascimentos e óbitos que sempre esteve na média de 5.651 mil nascimentos a mais, caiu para apenas 3.045 mil em 2021, uma redução de 46,1% na variação em relação à média histórica. Em relação a 2020, a queda foi de 0,85%, e em relação a 2019 foi de 55,39%.

Os dados constam no Portal da Transparência do Registro Civil (https://transparencia.registrocivil.org.br/inicio), base de dados abastecida em tempo real pelos atos de nascimentos, casamentos e óbitos praticados pelos Cartórios de Registro Civil do País, administrada pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil), cruzados com os dados históricos do estudo Estatísticas do Registro Civil, promovido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base nos dados dos próprios cartórios brasileiros.

Óbitos no Maranhão crescem 16%

Os Cartórios do Maranhão registraram 17.381 óbitos até o final do mês de junho. O número, que já é o maior da história em um primeiro semestre, é 51,8% maior que a média histórica de óbitos no estado, e 16,2% maior que os ocorridos no ano passado, com a pandemia já instalada há quatro meses no Maranhão. Já com relação a 2019, ano anterior à chegada da pandemia, o aumento no número de mortes foi de 26,7%.

Em relação aos nascimentos, o Estado registrou o menor número de nascidos vivos em um primeiro semestre desde o início da série histórica em 2003. Até o final do mês de junho foram registrados 47.941 nascimentos, número 10,6% menor que a média de nascidos no estado desde 2003, e 10,5% menor que no ano passado. Com relação à 2019, ano anterior à chegada da pandemia, o número de nascimentos caiu 12,8% no Maranhão.

Na comparação entre o maior número de óbitos da série histórica em um primeiro semestre versus o menor número de nascimentos da série no mesmo período é o menor crescimento vegetativo da população em um semestre no estado, aproximando-se, como nunca antes, o número de nascimentos do número de óbitos.

A diferença entre nascimentos e óbitos que sempre esteve na média de 42.201 mil nascimentos a mais, caiu para apenas 30.560 mil em 2021, uma redução de 27,6% na variação em relação à média histórica. Em relação a 2020, a queda foi de 7,5%, e em relação a 2019 foi de 26%. O Estado também apresentou queda no número de casamentos, com 37,8% menor que a média histórica de celebrações no primeiro semestre, o número em 2021 mostra uma pequena recuperação em relação às celebrações.

Até junho deste ano os Cartórios celebraram 5.559 casamentos civis, número 16,5% maior que os 4.772 matrimônios realizados no ano passado, mas ainda 42,2% menor que os 9.620 casamentos celebrados em 2019.

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