Lava-Jato

Novo diretor da PF diz que ‘ampliará’ operações

Segundo Fernando Segóvia, ‘não será só uma ampliação, uma melhoria na Lava-Jato, será em todas as operações’. A nomeação do novo diretor-geral já foi publicada no “Diário Oficial”

Foto: divulgação

O novo diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segóvia, avaliou ontem que a corrupção no Brasil é “sistêmica”. Por isso, explicou que o objetivo é “ampliar” as operações de combate a esse tipo de prática. Segóvia assumiu o comando da PF nesta semana, substituindo Leandro Daiello, que estava no cargo desde 2011. A nomeação do novo diretor-geral já foi publicada no “Diário Oficial da União”.
“A Lava-Jato, na realidade, ela é uma das operações de combate à corrupção no país. O que a Polícia Federal pretende é justamente ampliar, aumentar o combate à corrupção. Então, não será só uma ampliação, uma melhoria na Lava-Jato, será em todas as operações que a Polícia Federal já vem empreendendo, bem como ainda ampliar, quer dizer, criar novas operações”, disse Segóvia nesta sexta.
“Pode ter uma única certeza: que a corrupção nesse país ela é sistêmica, mas existe a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e vários outros órgãos que combatem a corrupção nesse país, e a gente pretende continuar cada vez mais fortes nesse combate”, acrescentou.
As declarações foram dadas no Ministério da Justiça, logo após Segóvia assinar o termo de posse. No fim da tarde de ontem, o novo diretor-geral da PF se encontrou com a procuradora-geral da República, Raquel Dodge.

Outros temas mencionados por Fernando Segóvia:

Equipe da Lava-Jato
“Essa questão a gente está começando a trabalhar agora dentro de um processo de transição natural dentro da Polícia Federal. A Polícia Federal está tranquila, já tive reuniões com todos os atuais diretores, todos os atuais superintendentes regionais e todos estão tranquilos. A gente pretende continuar o trabalho da Polícia Federal e as mudanças serão feitas paulatinamente e, com certeza, sempre tem gente que está cansada e quer sair e tem gente que está nova e quer começar um trabalho. Então, é natural substituições.”

Pressão política
“A política, na realidade, ela faz parte da vida do ser humano, então, como diretor- geral, eu tenho que realmente trabalhar politicamente com vários órgãos e várias instituições, o que não quer dizer que a gente não combata os crimes que são cometidos por pessoas. As instituições não cometem crimes, as pessoas cometem crimes.”

Parceria com o MP
“O que a gente precisa, na realidade, é melhorar talvez a investigação, melhorar os focos nas investigações e, aí, combater melhor esse tipo de crime, combatendo na realidade a essência da corrupção. Nisso a gente vai, vamos dizer assim, trabalhar em parceria com o Ministério Público Federal e outras organizações para tentar melhorar esse combate.”

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