Saúde e Natureza

Caravelas queimam banhistas em praias de São Luís

Apesar da queda no número de queimaduras por caravelas, elas continuam pegando banhistas de surpresa. Previna-se.

Foto: Honório Moreira / O Imparcial

De setembro a janeiro, com o início do período seco no Maranhão, os casos de queimaduras por Caravelas, comumente confundidas com as Águas Vivas, tornam-se mais frequentes.

Nesta época do ano, os ventos são mais fortes e a temperatura da água é maior, características que facilitam a reprodução e a maior incidência dessa espécie nas praias de São Luís. O aparecimento desses animais, geralmente, ocorre quando a maré está enchendo devido ao deslocamento constante da correnteza.

É comum ouvirmos casos de acidentes biológicos envolvendo caravelas e banhistas, principalmente crianças. Fácil de identificar, esse tipo de animal chama atenção por ser translúcido e por ficar na orla da praia. Semelhante a um balão, pode ser bastante perigoso quando desperta em crianças a vontade de interagir com ele, como se fosse uma simples brincadeira. A orientação principal é não tocar nesse animal e se afastar dele o mais rápido possível. O contato com seus tentáculos causa queimadura, ardência e dor intensa.

Se, infelizmente, a queimadura acontecer, o Corpo de Bombeiros recomenda não usar água corrente. É indicado usar vinagre para evitar que a dor aumente e procurar o Corpo de Bombeiros ainda na praia, com rapidez. Vale a pena procurar um pronto socorro para receber o devido atendimento.

Como evitar o contato:

O ideal é tomar banho nas marés baixas, quando a água do mar está mais calma. Isso ajuda a visibilidade e a identificar caravelas próximas. Se optar por banho em mar bravo, dobre a vigilância.

Ao ser queimado por caravela, aja:

Lave a área afetada com vinagre;

Não lave a queimadura com água doce, cerveja ou urina (de jeito algum);

Não esfregue a região ou coloque qualquer objeto sobre a queimadura (incluindo panos);

Procure posto médico mais próximo.

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