Sonegação

Operação desmonta esquema de organização criminosa

Os líderes da organização criminosa foram presos em Goiânia. O esquema de sonegação gerou um prejuízo que já ultrapassa 23 milhões aos cofres públicos do Maranhão

A organização criminosa desviou pelo menos R$ 23 mil

Uma ação conjunta do Grupo de Atuação Especial no Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), Superintendência Estadual de Prevenção e Combate à Corrupção (Seccor) e Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) resultou, nessa semana, na prisão de três dos líderes da organização criminosa alvo da Operação Paraíso Fiscal. Paulo Henrique Costa Carrijo, Missias Francelino da Silva e Wemerson Miguel da Silva foram presos, em Goiânia-GO.

Em coletiva realizada pelas autoridades que estão à frente do caso, na manhã de hoje (18), empresas de fachada foram registradas no Maranhão, Pará, Piauí e Bahia e, mediante a emissão de notas fiscais eletrônicas falsas, simulavam a venda de grandes quantidades de soja para a Agropecuária MCD LTDA, registrada no Maranhão e supostamente localizada em São João do Paraíso.

Segundo o promotor Marco Aurélio da Gaeco, a organização criminosa atuava de forma a deixar um rombo enorme nos cofres público. “Eles inseriam declarações dos valores devidos do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) nas notas fiscais frias com o objetivo de gerar créditos tributários falsos em favor da Agropecuária MCD LTDA”, disse Marcos Aurélio.

Marcellus Ribeiro, secretário da fazendo informou que a lavagem de dinheiro passa de 23 milhões. “Esse dinheiro devia ser investido em educação, saúde, transporte público… Mas agora com a desarticulação dos criminosos pretendemos recuperar esse dinheiro que foi desviado do povo. Nas investigações já foram constado que boa parte do dinheiro era investido em apartamentos e algumas lanchas”, disse.

“Em seguida, a empresa vendia grãos de milho a empresas de outros estados e com os créditos tributários sonegava o pagamento dos impostos. O Gaeco aponta que o esquema fraudulento causou um prejuízo de R$ 23.235.361,00 ao Estado do Maranhão.”, disse a promotora da Gaeco, Klycia Menezes.

Segundo o delegado Leonardo Bastian outras três pessoas continuam foragida. “VEm 25 de maio, uma primeira etapa da Operação Paraíso Fiscal havia efetuado as prisões temporárias de Nelton Carrijo Gomes, líder do grupo criminoso e Thaisa Vieira de Moura, contadora do grupo que ajudou a elucidar o crime. Agora pela segunda vez há um mandado de prisão preventiva contra o líder. Seu filho, Paulo Carrijo foi pressa nessa etapa da operação. Na ação houve apreensão de documentos, dois computadores, uma arma e telefones celulares.

Todas as prisões preventivas foram determinadas pelo juiz Ronaldo Maciel, titular da 1ª Vara Criminal Privativa para Processamento e Julgamento dos Crimes de Organização Criminosa da Comarca da Ilha de São Luís, com base em pedido conjunto do Ministério Público e Polícia Civil do Estado do Maranhão.

A Receita Estadual do Maranhão detectou, entre março de 2014 e novembro de 2016, 828 operações de simulação de compra de soja com as firmas de fachada, totalizando R$ 176.711.498,00. A Agropecuária MCD realizou 11.561 operações interestaduais de venda de milho, no valor de R$ 212.935.854,00.

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