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Hans Nina faz análise do Moto Club em entrevista ao SuperEsportes

O presidente do Moto Club, Hans Nina, faz uma análise sobre os primeiros 15 dias de sua administração a frente do clube, contando quais os primeiros passos dados e a expectativa da equipe para em 2016 com ênfase na formação de jogadores

Hans Nina fala sobre a as categorias de base do Moto Club

Foto: Diego Chaves/ O Imparcial

 
Mesmo sem realizar nenhum jogo oficial até o fim de 2015 no futebol profissional, o Moto Club está buscando formas de fortalecer suas estruturas, a nova diretoria está conversando com as diversas esferas do Governo bem como tentando manter os seus torcedores ativos e trabalhando em prol da equipe.
O presidente do Moto Club, Hans Nina, faz uma análise sobre os primeiros 15 dias de sua administração a frente do clube, contando quais os primeiros passos dados e a expectativa da equipe para em 2016 com ênfase na formação de jogadores.
Após 15 dias da eleição, o que você encontrou de estrutura?
A gente conseguiu estar um passo à frente no conhecimento do clube, pois estou dentro do clube desde 2013 primeiro atuando no marketing e depois fazendo outras atividades. Conheço os bastidores do clube e o dia-a-dia de um clube futebol. E isso tem facilitado bastante.
E a questão financeira como está realmente?
O pessoal trata o Moto como o mais endividado do país, mas os clubes estão passando por uma dificuldade financeira, assim como o Brasil. Mas a gente está, nesse primeiro momento, fazendo um levantamento das contas, do que a gente tem a pagar. Isso é o primeiro passo, a partir daí vamos fazer o planejamento para pagar essa dívida.
E como vai pagar essa dívida?
Vamos buscar isso através de parcerias, também estamos conversando para a aprovação de leis como a que poderia voltar o Nota na Mão em outro formato. E o Moto entraria de alguma forma mesmo que não tenha bilheteria, logo daria uma outra contrapartida.
Houve alguma reunião com o Governo?
Estivemos em uma visita na Assembleia conversando com deputados que são ligados ao esporte, e estão trabalhando nisso. Vamos esperar para ver um alinhamento e tentar incluir o Moto nesse processo. Um clube de futebol tem muito a oferecer a sociedade, além do jogo e campeonato, através de escolinhas, categorias de base e uma série de coisas que afetam a juventude. E temos que ter essa contrapartida.
Como anda o novo Nota na Mão?
Segundo o que eu sei, já foi aprovado na Secretaria de Fazenda e seria nos mesmos moldes antigos de acumular notas em troca de ingresso. Como não teremos jogos até o fim do ano, o Moto ficaria de fora a princípio. Mas ao meu ver, se o torcedor pedir a nota e a gente conseguir dar uma contrapartida para o Governo não vejo porque ficarmos de fora. Aproveitando o Nota na Mão a gente pode até zerar essas dívidas e entrar 2016 já com tudo quitado.
E os projetos sociais?
Já temos um projeto para fazer parcerias com as prefeituras, o projeto se chama Festival Moto Club de Esporte e Cidadania. Vamos levar uma caravana do Moto para o interior e vamos oferecer clínicas de modalidades esportivas ao mesmo oferecer algumas atividades de cidadania como atendimentos jurídicos e odontológicos. Isso a gente vai colocando o nome do moto no interior e mantendo uma relação com as comunidades. O custo disso é muito barato, mas o retorno para o município é muito grande. Caso alguma prefeitura tenha interesse, pode entrar em contato com a gente para conversar.
Qual a importância dada às categorias de base?
Temos que ter uma categoria de base estruturada e trabalhar na formação de jogador e não se preocupar muito com títulos na base. O título da base é o jogador formado. Um jogador que eu aproveite no profissional e que depois eu possa negociar o jogador e o clube ganhar. Não adianta nenhum título se o jogador não chegar pronto no profissional.
E como tornar rentável essas categorias?
A categoria de base é essencial, tanto para formação de jogadores quanto a negociações futuras. Uma coisa que a gente precisa organizar, precisamos reformular o trabalho que vem sendo feito. A Lei de Incentivo ao Esporte é um meio financeiro para viabilizar, a gente tá em fase de conclusão para conseguir a certificação e captação de recurso.
Qual a prioridade em competições da base?
Temos a Copa 2 de Julho, mas vamos repensar essa participação por conta do custo, e vamos analisar e pode ser até o caso da gente abrir mão da nossa vaga. Mas nossa prioridade é o Campeonato Maranhense sub-19 que dá vaga para a Copa São Paulo de Futebol Júnior, que é a maior competição.
Como manter os jogadores da base na questão de contrato?
Eu cheguei agora, mas ainda não tive oportunidade de conversar pessoalmente com o responsável pela base e temos que ver isso. Ver os jogadores que tem contratos amadores com o Moto e a questão do vínculo, porque o clube não tem aproveitado isso. A gente precisa organizar isso, pois futebol precisa bastante disso.
Como está a montagem da diretoria?
A gente já está montando alguns, com o vice-presidente Aranha Haickel dando uma ajuda no sócio-torcedor. Precisamos reformular o programa e fornecer mais benefícios aos sócios. Estamos formando a equipe, conversando sobre a base, comissão técnica. Aos poucos a gente está fazendo com cuidado para não atropelar.
E o cronograma do profissional para 2016?
A questão do cronograma a gente não tem fechado, mas a nossa ideia é que em novembro, no máximo dezembro a gente já tenha a equipe treinando, mas é claro que vão chegar outros jogadores nesse período. Temos que esperar acabar alguns campeonatos nacionais e até copas estaduais para observar atletas e ver com a comissão técnica alguns reforços para montar o time.
Como estão os outros esportes do Moto?
O Moto hoje tem o time de basquete masculino, e o feminino, mas esse último sem nenhuma estrutura, e o futebol feminino. Há um interesse total em continuar com esses esportes, mas com uma estruturação que comporte. O esporte não pode viver de ficar pedindo ajuda. Mais uma vez vamos fazer projetos via Lei de Incentivo, já conversei com o Secretário de Esporte e ele é favorável a isso. É a melhor forma já que a iniciativa privada não tem patrocinado quase nada sem ser via lei de incentivo fiscal.
Como está a situação do Sócio-Torcedor? Alguma mudança?
A princípio vamos continuar da mesma forma, até porque o contrato com a empresa que está prestando o serviço vence em agosto e ainda vamos sentar para ver a renovação. A gente já lançou uma promoção que o torcedor que se mantiver adimplente até o fim do ano concorre a uma motocicleta para incentivar ele a continuar pagando. Temos cerca de 700 sócios cadastrados, mas já esse mês caiu um pouco a arrecadação e precisamos trazer de volta esse torcedor. A expectativa é que em outubro/novembro a gente consiga boas notícias acerca de parcerias que vai movimentar os sócios. Agora é ir com calma para não atropelar.
 
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