SÉTIMA ARTE

Oscar 2019: “Ficção e realidade” tomam conta do Oscar

Dos 8 indicados a melhor filme, só dois são totalmente ficcionais. Outros têm diferentes níveis de inspiração na realidade, de linha do tempo alterada do Queen a toque de 2019

Reprodução

Os indicados a melhor filme do Oscar estão entre ficção e realidade. Com só duas ficções assumidas, os outros seis tomam diferentes níveis de liberdade na famosa “inspiração em fatos reais”.

As listas

As cinebiografias ou filmes sobre fatos históricos têm ocupado mais ou menos metade das listas anteriores. Houve equilíbrio em 2015, 2016 e 2017. Em 2018, o índice de ficções subiu.

Duas ficções

Em 2019, fica difícil fazer a conta. Tirando “Pantera Negra” e “Nasce uma estrela”, há ao menos duas cinebiografias mais tradicionais: do antigo vice-presidente dos EUA Dick Cheney, do vocalista do Queen, Freddie Mercury.
Ambas têm fatos em gerais corretos, mas com tratamento discutível, seja ao forçar o tom negativo (“Vice”), ou ao mudar a ordem dos fatos e, assim, seu sentido (“Bohemian Rhapsody”). O show no Live Aid fica emocionante com uma revelação do cantor logo antes. Na real, isso ocorreu bem depois.

Fatos, mas nem tanto

Outros dois contam fatos verídicos com acréscimos ou contestação. “Infiltrado na Klan” mostra um policial negro que realmente ajudou a investigar o grupo racista KKK, mas com parceiro e operações irreais.
“Green Book – O Guia” mostra a amizade de um motorista assumidamente picareta, cujo relato foi a fonte do roteiro, e um músico negro cuja família contestou tudo.

A verdade recontada

Por fim, há os dois que partiram da vida real, mas sem a pretensão contá-la como aconteceu.

“Roma” é inspirado na vida do diretor Alfonso Cuarón e de sua babá, mas em uma base mais sentimental do que documental – mesmo mostrando bem a fase política do México na época.

O filme A Favorita

Já “A favorita” mostra uma rainha e suas súditas do século 18 que encarnam boatos sobre suas vidas e agem como se estivessem em 2019, no tom fantástico do diretor Yorgos Lanthimos.

AS CURIOSIDADES DO OSCAR SÃO BEM INTERESSANTES

A 91ª edi­ção do Os­car, que se­rá re­a­li­za­da ho­je, do­min­go (24), em Los An­ge­les, foi pre­ce­di­da por al­gu­mas po­lê­mi­cas, co­mo o fa­to de que não ha­ve­rá um apre­sen­ta­dor e a eli­mi­na­ção do anun­ci­a­do prê­mio de me­lhor fil­me po­pu­lar.

Con­fi­ra cu­ri­o­si­da­des so­bre o Os­car:

  • Pe­la pri­mei­ra vez em 30 anos a fes­ta não te­rá um mes­tre de ce­rimô­ni­as. O co­me­di­an­te Ke­vin Hart, um dos mais po­pu­la­res dos Es­ta­dos Uni­dos, foi o es­co­lhi­do, mas an­ti­gas men­sa­gens com con­teú­do ho­mo­fó­bi­co na con­ta de­le no Twit­ter o obri­ga­ram a de­sis­tir.
  • Co­mo con­tra­par­ti­da, a Aca­de­mia de Hollywood não pa­ra de anun­ci­ar gran­des no­mes pa­ra anun­ci­ar os pre­mi­a­dos de ca­da ca­te­go­ria: Char­li­ze The­ron, Ja­vi­er Bar­dem, An­ge­la Bas­sett, Chadwick Bo­se­man, Emi­lia Clar­ke, Ja­mes McAvoy, Me­lis­sa McCarthy, Ja­son Mo­moa, Da­ni­el Craig, Ch­ris Evans, Ti­na Fey, Who­o­pi Gold­berg, Brie Lar­son, Jen­ni­fer Ló­pez e Amy Po­eh­ler são al­guns.
  • A uma se­ma­na da ce­rimô­nia, a Aca­de­mia de Hollywood vol­tou atrás em uma das idei­as mais po­lê­mi­cas que ti­nha de­ci­di­do apli­car: anun­ci­ar os prê­mi­os de fo­to­gra­fia, mon­ta­gem, cur­ta-me­tra­gem e ma­qui­a­gem du­ran­te os in­ter­va­los co­mer­ci­ais, o que ge­rou crí­ti­cas de per­so­na­li­da­des co­mo Mar­tin Scor­se­se, Guil­ler­mo del To­ro, Ale­jan­dro Gon­zá­lez Iñár­ri­tu, Quen­tin Ta­ran­ti­no, Ge­or­ge Clooney, Brad Pitt, Da­mi­en Cha­zel­le e Spi­ke Lee.
  • “Ro­ma” po­de ba­ter vá­ri­os re­cor­des, co­mo o de ser o pri­mei­ro lon­ga não fa­la­do em in­glês a con­quis­tar o prê­mio de me­lhor fil­me. E po­de ser a pri­mei­ra pro­du­ção me­xi­ca­na a ga­nhar a es­ta­tu­e­ta de me­lhor fil­me es­tran­gei­ro.

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