MARANHÃO

Dezembro teve o melhor saldo de geração de empregos desde 2003

Os setores que tiveram melhor resultado foram os de serviços, com saldo de 3.584 contratações, e construção civil, com o saldo de 845 postos de trabalho preservados

Foto: Karlos Geromy

Todos os estados brasileiros tiveram saldo negativo na geração de empregos em dezembro. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que constatou que o Maranhão fechou o mês de dezembro com um saldo negativo de 987 postos de trabalho, resultado de 9.717 admissões contra 10.704 desligamentos.

Apesar do resultado, dezembro de 2017 teve o melhor saldo na geração de empregos no Maranhão desde 2003. De acordo com os números do Caged, o pior dezembro desde o levantamento do período foi o de 2012 com a perda de 7.827 postos de trabalho. Em dezembro de 2016, o estado teve 4.747 encerrados no saldo de empregos formais.

Uma análise mais profunda, realizada pelo Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc), constata que o resultado representa o melhor desempenho para o mês dos últimos 21 anos, quando foram eliminadas 970 vagas, em dezembro de 1995.

2017 tem saldo positivo

No acumulado do ano, no entanto, o Maranhão fechou 2017 com um saldo positivo na geração de empregos. Segundo dados do Caged, foram preservados 1.221 postos de trabalho, resultado de 147.750 admissões contra 146.529 demissões. Uma variação de 0,26%. O resultado é bem mais promissor que o de 2016, que encerrou com saldo negativo de 18.036 vagas de trabalho com uma variação de -3,77%.

O setor que teve melhor resultado no Maranhão, em 2017, foi o de serviços, com saldo de 3.584 vagas, alavancado pelos municípios São Luís e Imperatriz. A construção civil foi o segundo setor a ter melhor desempenho anual, com o saldo de 845 postos de trabalho, apesar de relativas quedas nos últimos meses. Serviços industriais de utilidade pública e administração pública tiveram o saldo de 77 e 62 vagas de trabalho, respectivamente. O comércio encerrou o ano de 2017 com o saldo negativo de 994 vagas encerradas, no entanto, com a recuperação no segundo semestre, o setor projeta reequilíbrio em 2018. A indústria de transformação foi que teve o pior desempenho em 2017, com o saldo negativo de -2.138 vagas encerradas.

Brasil

No mercado de trabalho nacional, foram fechados 20,8 mil postos de trabalho no ano, atenuando as demissões da ordem de 1,3 milhões, observadas em 2016. Apesar de negativo, o resultado foi o melhor desde 2014, quando foram criadas 420,6 mil novas vagas, o que confirma a retomada do emprego no país, mas ainda limitada aos setores de Comércio (+40 mil) e Serviços (+36,9). As demissões do ano se concentraram nos subsetores de Construção Civil (-103,9 mil) e na Indústria de Transformação (-19,8 mil), com destaque para a Produção de minerais não metálicos.

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