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ABANDONO ESCOLAR

Déficit de aprendizagem preocupa especialistas

Os dados do Inep mostram ainda que, no Brasil, o índice de abandono escolar subiu. E um dos fatores que contribui para este aumento foi o cancelamento de matrículas.

Foto: reprodução

Um levantamento feito pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para o Censo Escolar 2020 apontou para um cenário que preocupa a comunidade escolar, em especial professores e pedagogos, que já observam um índice expressivo de déficit de aprendizagem entre os estudantes.

O problema é maior entre os alunos dos 5º e 9 º ano do Ensino Fundamental e do 3º ano do Ensino Médio, que, segundo a pesquisa, deverão concluir a série tendo aprendido cerca de 20% do que deveriam em relação aos conteúdos de Língua Portuguesa e Matemática. Pesa ainda a situação de crianças e jovens que ainda não retornaram às aulas presenciais e não conseguem se adequar ao ensino remoto.

Os dados do Inep mostram ainda que, no Brasil, o índice de abandono escolar subiu de 0,2% para 2,8% entre 2020 e 2021. E um dos fatores que contribui para este aumento foi o cancelamento de matrículas, já que alguns pais enfrentam dificuldades financeiras para manter os estudos da garotada ou ainda não permitiram o retorno das crianças devido ao medo da pandemia de covid-19.

Outro problema que agrava o déficit de aprendizagem é o acesso de estudantes ao ensino remoto. Em todo país, 54,3% das escolas não oferecem o ensino remoto, principalmente as da redes públicas estaduais e municipais.

O Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado do Maranhão (Sinepe) vê com preocupação os resultados apresentados neste estudo do Inep. A entidade foi pioneira na elaboração de protocolos sanitários para a retomada das aulas presenciais na rede particular de ensino, mas precisa que os pais confiem nas medidas que as instituições têm adotado para garantir que as aulas presenciais sejam seguras.

“A pandemia trouxe sérios problemas para o processo de aprendizagem de milhares de crianças e adolescentes. A imperatividade do distanciamento social e físico, subtraiu o tempo de convivência e trocas entre pares tão próprio do cotidiano escolar”, disse Elsa Helena Balluz, vice-presidente do Sinepe/MA.

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