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Educação com acessibilidade

Semed lança e-book com orientações para ensino remoto de estudantes com TEA em São Luís

O objetivo é auxiliar professores da rede municipal de ensino da capital com práticas pedagógicas para a inclusão de alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em tempos de pandemia.

Foto: Divulgação/Prefeitura de São Luís

A Prefeitura de São Luís, por meio da Secretaria Municipal de Educação de São Luís (Semed), lançou o e-book “Caderno de Orientações para o ensino remoto de estudantes com Transtorno do Espectro Autista”. O objetivo é auxiliar professores da rede municipal de ensino da capital com práticas pedagógicas para a inclusão de alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em tempos de pandemia.

O Caderno de Orientações é resultado do trabalho da equipe do Projeto de Intervenção Pedagógica para Estudantes com Transtorno de Espectro Autista (PROJETEA), coordenado pela psicopedagoga e mestre em educação, Maísa Cunha Pinto. O projeto tem como objetivo desenvolver estratégias pedagógicas para a inclusão escolar, permanência na escola e aprendizagem significativa de estudantes com TEA matriculados na rede municipal de ensino de São Luís.

“As mudanças na rotina impostas pela pandemia é um desafio para todos nós. Mas para crianças com Transtorno de Espectro Autista (TEA), o fechamento de escolas, o isolamento social, entre outras alterações no cotidiano, são ainda mais difíceis. Para os professores também é um desafio constante, visto que precisam buscar formas criativas e efetivas de inclusão desse público. Neste projeto, reunimos propostas de ações colaborativas e inovadoras para que possamos causar um impacto positivo e efetivar o processo de ensino e aprendizagem com qualidade dos nossos alunos com TEA”, explicou a coordenadora do PROJETEA, Maísa Cunha Pinto.

O e-book já foi disponibilizado para os professores que fazem o Atendimento Educacional Especializado a estudantes com TEA, nas salas de recursos, e também está disponível em link e no Google Classroom de cada turma. Atualmente, a rede municipal de ensino atende mais de 800 estudantes que estão no espectro autista.

No e-book, a equipe da SAEE/Semed destaca que não existe uma receita pronta para ensinar crianças e adolescentes com TEA, mas afirma que algumas medidas simples podem ser adotadas para que o processo de ensino e aprendizagem se concretize. Entre essas medidas está a regulação do tempo em que o estudante fica em atividade, organização de uma tabela de estudos construída em conjunto com a família, realização de atividades lúdicas, disponibilização de materiais estruturados e adaptados de acordo com cada aluno e a oferta de apoio às famílias.

O Caderno de Orientações para o ensino remoto de estudantes com Transtorno do Espectro Autista traz ainda dicas de aplicativos disponíveis para pessoas com TEA que podem ser inseridos na rotina de atividades dos estudantes, além de referências na literatura especializada sobre a temática. A produção do documento foi consolidada seguindo as orientações descritas no Parecer CNE/CP nº 5/2020, do Conselho Nacional de Educação e no Guia de Ensino Remoto 2021, elaborado pela Semed.

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