Educação

Ministério da Educação anuncia descontingenciamento de R$ 1,9 bilhão

As universidades, que foram atingidas pelo corte em abril, receberão cerca de 58% deste valor

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O Ministério da Educação anunciou, em coletiva nesta segunda-feira (30), que R$ 1,990 bilhão será descontingenciado. Esse recurso será dividido entre algumas áreas da educação. As universidades, que foram atingidas pelo corte em abril, receberão cerca de 58% deste valor, o que representa R$ 1,156 bilhão. 

O restante dos recursos descontingenciados será destinado à educação básica, concessão de bolsas de pós-graduação e a realização de exames educacionais, por exemplo. 
A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) receberá R$ 270 milhões para manutenção e execução de bolsas de estudos que estão em vigência. Já o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) receberá R$ 105 milhões para a aplicação de exames e formulação de políticas educacionais. 

O Programa Nacional dos Livros Didáticos (PNLD) também será beneficiado com os recursos. De acordo com a pasta, R$ 290 milhões irão garantir os livros didáticos até 2020.

“Não foi corte” 

O ministro da pasta, Abraham Weintraub, afirmou que o descontingenciamento já foi feito de “forma imediata” e será proporcional ao recursos que foram contingenciados. Na coletiva, ele voltou a sustentar o discurso de que não houve corte, mas contingenciamento. Weintraub também afirmou buscar uma relação positiva com a imprensa, pedindo para que os jornais parem de soltar o que ele classifica como “notícias negativas”. Sobrou espaço, ainda, para alfinetar o governo anterior. “Parem de soltar notícias negativas. Passamos um ano difícil e tivemos uma recepção ruim dos veículos, de forma muito dura. Mas estou aqui, de braços abertos, para melhorar a educação brasileira que foi destruída nos últimos 20 anos.”

Horas antes, pelo Twitter, o ministro da Educação foi bem menos diplomático. Ele escreveu: “O DESCONTINGENCIAMENTO (não foi corte) começa hoje, conforme venho falando há 6 meses. Serão liberados R$ 2 bilhões. Haverá uma coletiva de imprensa 10:30. Será que os marinhos ou os frias vão mandar seus empregados admitir que ‘erraram’?”, questionou ele, em referência à Rede Globo e Folha de São Paulo. 

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