40 ANOS

IHGM lembra a Greve da Meia-Passagem

Fato histórico será tema da primeira edição do projeto “História Viva” e terá mesa redonda com a participação de três de seus protagonistas

Era 17 de setembro de 1979. A cidade estava imbuída no sentimento de reivindicação de um movimento que se iniciou dias antes em protesto pelo aumento da passagem concedido de surpresa pelo então prefeito da cidade Mauro Fecury.  Naquele dia, centenas de jovens, estudantes, professores, trabalhadores foram às ruas da cidade de São Luís protestar contra o aumento, o terceiro naquele ano.

O movimento foi um dos de maior mobilização já registrados na história maranhense. E teve como lideranças estudantes universitários, que obtiveram o apoio professores e trabalhadores. Aproximadamente 15 mil pessoas ocuparam as ruas da capital em protesto. A greve foi marcada por forte repressão policial às passeatas e assembleias. Desenvolvida entre 14 de Setembro e 22 de Setembro, marcou São Luís pelo grande número de adesões e pela brutalidade policial empreendida.

Esse movimento será tema do projeto História Viva, do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão(IHGM) pela passagem do Dia do Historiador (ocorrido dia 19), que será comemorado no próximo dia 22 de agosto, às 16h30, no Auditório do Centro de Ensino Médio Liceu Maranhense, com a participação de três pessoas que foram protagonistas na greve de 79.

40 anos

Na ocasião, Juiz de Direito Agenor Antônio Gomes, o historiador Renato Dionísio de Oliveira e o filósofo Raimundo Marques Vieira, sob a coordenação do professor e sócio efetivo do IHGM, Iran Passos, integram a Mesa Redonda denominada História Viva: 40 Anos da Greve da Meia-Passagem na voz de três de seus protagonistas, com os dois primeiros tendo sido, à época do movimento, presidentes do Diretório Central dos Estudantes – DCE/UFMA e do Diretório Setorial do Centro de Estudos Básicos/DCE/UFMA, respectivamente.

Estudantes da UFMA durante a Greve da Meia Passagem em 1979, na capital

Para o Presidente do IHGM, Professor José Augusto Silva Oliveira, a sessão comemorativa do “Dia do Historiador” constitui o reconhecimento da instituição àqueles que são responsáveis pelo registro dos acontecimentos em data criada  há dez anos por meio da Lei nº 12.130/2009, com a escolha para este dia sendo uma homenagem ao pernambucano Joaquim Nabuco, escritor e diplomata, um dos mais importantes historiadores do Brasil e um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, conhecido, também, por ser um dos maiores abolicionistas do país.  “O evento recupera uma parte importante da história do Maranhão, da história da cidade de São Luís e da história dos atores da educação na luta pela implantação da meia passagem”, disse o presidente do IHGM.

Para Iran Passos, fatos históricos como esse sempre farão parte do projeto História Viva. “Nós vamos sempre buscar abordar aspectos da história de São Luís, do Maranhão, trazendo pessoas para falar sobre eles, como esse da meia-passagem que foi uma greve muito importante conquistado pelo movimento estudantil”.

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