TERAPIA MUSICAL

Música como arma contra o autismo

Musicoterapeuta desenvolve projeto como forma de auxílio no tratamento de pessoas portadoras de autismo, usando música e arte, aliadas a outras técnicas de saúde

Reprodução

A música ao longo de sua história é considerada por diversos autores como uma prática cultural e humana. Não se conhece nenhuma civilização ou agrupamento que não possua manifestações musicais próprias. Embora nem sempre seja feita com esse objetivo, a música é considerada por muitos autores uma forma de arte. E foi por meio de seus estudos que a musicoterapeuta brasiliense Ana Carolina Steinkopf poderia usá-la como forma de tratamento para pessoas com autismo. Para isso, ela desenvolveu o projeto Uma Sinfonia Diferente, que  é uma metodologia inovadora na assistência e desenvolvimento das pessoas com autismo promovendo saúde e bem-estar.

O projeto que será lançado amanhã (5), às 18h, na Escola Diante do Saber, localizada na Avenida Sambaquis, Nº 33, Qd.05, Calhau, consiste em quatro etapas:1- Inscrição e seleção de pessoas com autismo e voluntários, 2- ensaios em pequenos grupos de pessoas com autismo, 3- Apresentação pública, 4 – Retorno aos ensaios em pequenos grupos para devolutivas sobre a evolução da pessoa com autismo durante o processo.

Segundo Ana Carolina Steinkopf,  o objetivo é proporcionar empoderamento e protagonismo para portadores da doença e suas famílias, mostrando seus potenciais para a comunidade. “Este projeto é importante porque usamos a música para o desenvolvimento linguístico e cognitivo, tendo como base a psicologia, a terapia ocupacional e a própria musicoterapia. Desde que iniciamos, já atingimos mais de mil pessoas com a idade entre três e 30 anos. E para nós, o resultado tem sido muito gratificante, pois só quem tem uma pessoa com autismo dentro de casa sabe o quanto esta é uma luta constante”, explicou a musicoterapeuta.

Ana Carolina Steinkopf , acrescentou que estima-se que só no Brasil há mais de 2 milhões de pessoas autistas. A musicoterapeuta ressaltou que o autismo é um transtorno do desenvolvimento que leva a pessoa a ter dificuldade de interação social, dificuldade na comunicação social e interesses restritos. “Muitos pais de pessoas com autismo relatam a dificuldade em encontrar metodologias que incluam os seus filhos em atividades realizadas em grupo e que estimulem a linguagem, interação social e valorize os seus potenciais. Muitas famílias de pessoas com autismo deixam de realizar atividades sociais em virtude do comportamento do filho e o julgamento, por falta de conhecimento, de pessoas que frequentam o mesmo espaço social, levando a família da pessoa com autismo ao isolamento social”, justificou Ana Carolina Steinkopf.

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