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Quais os seus direitos durante a Black Friday

Os fornecedores aproveitam a oportunidade para chamar a atenção dos consumidores com preços atrativos, mas é necessário redobrar a atenção nas compras

(crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A.Press)

Aguardada e conhecida por muitos brasileiros, a Black Friday é uma ação promocional que acontece sempre na sexta-feira da última semana do mês de novembro que oferece grandes ofertas de produtos em várias lojas de comércio. As lojas ficam superlotadas e as mercadorias acabam rapidamente, por isso formam-se inúmeras filas às portas das lojas desde as primeiras horas que antecedem ao evento.

Os fornecedores aproveitam a oportunidade para chamar a atenção dos consumidores com preços atrativos, mas é necessário redobrar a atenção, especialmente nas compras realizadas pela a internet, empolgada pelo fato de poder economizar, acabam acessando links falsos. “É muito importante que o consumidor documente claramente todos os aspectos da negociação e, caso seja vítima de uma fraude, procure a delegacia do consumidor do Estado. Igualmente, formule reclamações no site (consumidor.gov). Na hipótese apenas de descumprimento dos aspectos da negociação, o consumidor deve buscar um posto de atendimento do PROCON. Caso não seja resolvido administrativamente, poderá buscar o juizado especial de consumo próximo do seu endereço residencial.”, disse Hugo Passos, advogado e presidente da Comissão de Direito do Consumidor da Ordem dos Advogados do Brasil no Maranhão (OAB-MA) sobre como o consumidor tem que se precaver em relação a ser enganado por uma empresa.

Segundo o Instituto de Promoção e Defesa do Cidadão e Consumidor do Maranhão (Procon-MA), informa que em novembro do ano passado, registrou 2.058 reclamações, sendo cerca de 50% na Black Friday, principalmente por questões de cobranças abusivas (quando o fornecedor aumenta gradativamente os preções nas semanas que antecedem o Black Friday); e descumprimento de oferta (quando o consumidor recebe um produto diferente do que comprou ou o produto chega fora do período estabelecido). “O código de defesa do consumidor deve ser observado rigorosamente pelos fornecedores. Assim, nas grandes promoções, as normas consumeristas previstas na lei devem ser cumpridas. Algumas obrigações como: fornecedor é obrigado a vender pelo preço promocional que anunciou; a empresa é obrigada a dar prazo de entrega e não exceder o limite; o cancelamento é permitido pelo Código de Defesa do Consumidor em casos de: compras feitas fora do estabelecimento comercial (pela internet, telefone ou vendedor porta a porta), no prazo de 7 dias, defeitos que o fornecedor não tenha resolvido, informações não condizentes com a realidade na embalagem do produto atraso na entrega de um produto e em caso de danos, o consumidor pode buscar os órgãos de proteção”, disse Hugo Passos, advogado e presidente da Comissão de Direito do Consumidor da OAB-MA sobre os direitos dos consumidores em relação a problemas nas compras

No Brasil, a primeira edição de Black Friday ocorreu em 2010, seguindo o mesmo formato da Black Friday americana. De início, o fenômeno de promoções foi implementado em lojas de produtos online. Com o sucesso da proposta e aceitação do público, essa ação passou a ocorrer em lojas físicas.

Dicas para evitar golpes ou fraudes

  • Monitorar as ofertas dos produtos;
  • Sempre verifique o valor do pagamento na máquina;
  • Não salvar os dados do cartão em sites de compra;
  • Preferir site conhecidos nas compras online;
  • Conferir a reputação das lojas e sites.

Cuidados para aproveitar a data na pandemia

Foto: Reprodução

A Black Friday é para muitas pessoas o momento perfeito para encontrar com preços bem mais atrativos daquele objeto ou serviço que tem interesse de adquirir há algum tempo. A maioria das lojas aderem à campanha de Black Friday até mesmo antes e depois da última sexta-feira do mês de novembro – dia oficial da campanha nos EUA que foi aderido em outros países. No entanto, em uma realidade imposta pela Covid-19, é preciso tomar alguns cuidados para aproveitar a Black Friday na pandemia.

O primeiro ano da campanha de vendas no Brasil aconteceu em 2010, quando pouco mais de 50 lojas do varejo nacional se juntaram para oferecer descontos significativos em seus produtos. Desde então, os últimos dias do mês de novembro têm representado uma alta no número de vendas das lojas, o que acaba proporcionando filas enormes e lojas lotadas.

Para evitar complicações relacionadas à contaminação e proliferação do Coronavírus, separamos algumas dicas para serem adotadas pelos consumidores nessa Black Friday como forma de precaução.

Dicas para comprar durante a Black Friday na pandemia

Compra pelo e-Commerce

Comprar sem sair de casa é disparada a melhor opção para as pessoas que querem aproveitar os descontos da Black Friday durante a pandemia sem correr riscos de entrar em contato com o vírus no momento da compra ou no deslocamento até a loja física. Algumas lojas do varejo e de outros setores, inclusive, estão oferecendo cupons de descontos exclusivos para os consumidores que realizam a compra pelo aplicativo da loja ou pelas páginas do site.

Uso de máscara e álcool em gel

Os estabelecimentos são obrigados a garantir o uso de máscaras e álcool em gel por parte de colaboradores e clientes dentro das lojas, além de promover o distanciamento social. Mesmo que o estabelecimento não deixe isso claro, é importante que cada consumidor faça a sua parte para prezar pela saúde própria e das outras pessoas que frequentam o local.

Horários de menor fluxo

Durante a Black Friday muitos estabelecimentos praticam horários de funcionamento especiais, aumentando o período em que permanecem abertas. Visando evitar a aglomeração e filas enormes, as pessoas que querem ver as ofertas das lojas físicas podem optar por realizar as compras em horários fora do pico de fluxo como, por exemplo, após as 20h.

Evite experimentar peças de roupa

Pesquisas relacionadas à sobrevida do novo Coronavírus em tecidos fora do organismo humano indicam que o vírus pode sobreviver de 72 a 96 horas em panos. Por isso, é recomendado que os consumidores interessados em comprar roupas evitem ao máximo experimentar as peças, principalmente em lojas de departamento, onde as unidades estão acessíveis a qualquer pessoa na loja.

Evite praças de alimentação

As praças de alimentação podem ser um local de grande circulação do vírus, pois, na maioria do tempo, as pessoas estão sem utilizar suas máscaras por estar se alimentando. Por isso, gotículas com vírus podem estar presentes nas mesas, cadeiras, balcões e até mesmo vitrines de restaurantes e lanchonetes.

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