CINEMA

A São Luís de 1990 retratada na telona

Contemplado no 2º Edital de Seleção de Projetos Audiovisuais do Governo do Maranhão, longa conta a história de um cinema e mostra a ilha nos anos de 1990

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Uma São Luís dos anos de 1990 poderá ser vista novamente, só que desta vez no cinema. Essa é a proposta ‘retrô’ do filme Chorando se foi, dirigido pelo cineasta maranhense Marcos Ponts e produzido por Rafaele Petrini, que está em reta final de filmagens em vários pontos da Ilha.

O filme conta com atores locais como a cantora e agora atriz Flávia Bittencourt, Izidoro da Cruz Machado, Mario Diniz, entre outros, e de São Paulo, como Luciano Chirolli, que fez sua estreia nas obras dramatúrgicas da Rede Globo com a minissérie Mad Maria, de Benedito Ruy Barbosa e dirigida por Ricardo Waddington, no ano de 2005, e Gilda Nomacce  que em 2014, atuou ao lado de Regina Duarte no longa-metragem Gata velha ainda mia, de Rafael Primot, e do longa-metragem Quando eu era vivo, de Marco Dutra, com Antônio Fagundes, Marat Descartes e Sandy Leah. A produção que começou a rodar no dia 23 de novembro, termina as filmagens amanhã (28), e  conta com a consultoria de renomados produtores, distribuidores e curadores internacionais, como Thierry Lenouvel, Fabienne Moris, Diana Bustamante, Paulo Carvalho, Erik Gonzalez, Rafael Sampaio, Vania Catani e Ana Alice Morais.

O longa-metragem Chorando se foi está entre as produções beneficiadas com o 2º Edital de Seleção de Projetos Audiovisuais do Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Esporte da Cultura e Turismo (Sectur), que contemplou, no total, dois longas-metragens, 10 curtas-metragens e dois telefilmes.

Marcos Ponts, que é coordenador técnico dos cursos e presidente da Associação dos Produtores e Cineastas do Maranhão (Aprocima), explicou que o filme gira em torno do universo do cinema, onde o personagem principal é o Cine Vanguarda, que tem como cenário o casarão histórico do Vanguarda localizado na Praça João Lisboa, que foi adaptado pela produção para que se transformasse no Cine Vanguarda, que corre o risco de fechar por conta da falta de público. O filme também conta a história do projecionista da cinema chamado Mário, que é interpretado pelo projecionista do Cine Praia Grande. “Chorando se foi descreve o momento em que os cinemas do Brasil entraram em crise nos anos de 1990, onde a maioria virou templos de igrejas evangélicas ou cinemas com exibição de filmes pornôs para se manter”, disse Marcos Ponts. A trama também conta a história de Roberto, um cineasta medíocre que é judeu e  se converte, tornando-se evangélico por causa da namorada e que vive o dilema de como manter o cinema com a exibição de filme de arte que não dá bilheteria de dia ou a projeção de filmes pornôs à noite que sustenta o empreendimento ou se desfazê-lo para uma igreja evangélica.

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