“Alô, quem fala?”

Quem foi o verdadeiro inventor do telefone?

10 de março é o Dia do Telefone. Embora atualmente ele esteja “brigando” com várias outras maneiras de se comunicar, o telefone já foi a principal forma de contato entre pessoas

Reprodução

Com o passar dos anos, a forma de comunicação entre os homens vem mudando. Dos ruídos sonoros para o desenho. Do desenho para a escrita (com suas evoluções). Da escrita às cópias por reproduções em série (o que dá início aos jornais).

As evoluções na comunicação se seguem por meio de descobertas e invenções como, por exemplo, o telégrafo elétrico, inventado por Samuel Morse, o gramofone, desenvolvido por Emile Berliner, o rádio, criado pelo italiano Marconi, o surgimento dos LPs de vinil, a captura de imagens estáticas com a fotografia e também de imagens em sequência através do cinema.

Mas hoje, dia 10 de março, comemora-se o Dia do Telefone, patenteado por Graham Bell, no século XIX. Por isso, falaremos mais diretamente sobre essa invenção. Embora ele nem seja mais tão utilizado como antes, o telefone já foi um dos principais meios de comunicação entre pessoas.

Com o poder de conectar quem está a quilômetros de distância, o aparelho rapidamente ganhou fascínio. Mas será que foi realmente Graham Bell que inventou o telefone? Quem, na verdade, foi o precursor desse aparelho? Para saber disso, é necessário voltar no tempo. Dois séculos atrás.

Era 10 de março de 1876, quando o cientista e empresário escocês Alexander Graham Bell conseguiu realizar a primeira transmissão elétrica de voz por um aparelho inventado pelo homem. Instaura-se a invenção da mais inovadora forma de se comunicar. Mas há quem diga que o escocês bebeu da fonte de outro grande cientista, que já havia dado mostras do quão pioneiro poderia ser esse invento.

Polêmicas

A história diz que a primeira conversa realizada no telefone foi entre Graham Bell e seu assistente: “Sr. Watson, venha aqui. Quero ver você!”. No entanto, Graham Bell não teria conseguido desenvolver esta tecnologia sem a contribuição crucial do italiano Antonio Meucci, responsável pela criação do “teletrofone” e do princípio que daria origem ao telefone.

Os dois haviam dividido um laboratório, anos antes de o telefone ser conhecido como invenção. Meucci era italiano, mas se mudou para os Estados Unidos em 1850, instalando-se no bairro de Clifton, em Staten Island, onde viveria pelo resto da vida. Seis anos depois, o italiano construiu um telefone eletromagnético – cujo nome dado foi teletrofono – para conectar seu escritório ao seu quarto, localizado no segundo andar da casa, pois sua esposa sofria de reumatismo.

No entanto, algumas dificuldades financeiras impediram que Meucci conseguisse pagar pela patente permanente. Ele ficou em posse somente da patente caveat, um tipo de patente provisória para o seu invento. Mesmo encaminhando um modelo e alguns detalhes técnicos à empresa de telégrafos Western Union, os executivos ignoraram a invenção.

Patente ou criação?

Quando percebeu que os empresários não lhe dariam retorno, Meucci exigiu que a empresa devolvesse seus projetos, ao que ela respondeu dizendo que todos eles haviam sido perdidos. Dois anos depois, curiosamente, Alexander Graham Bell conseguiu a patente do telefone e fez um negócio lucrativo com a Western Union.

O italiano decidiu processar Bell por roubo. Sua vitória estava próxima: a Suprema Corte dos Estados Unidos acolhera o caso e iniciaram-se as acusações por fraude. Mas o inventor faleceu em 1889, e o caso foi encerrado. Assim, Graham Bell foi considerado durante muitos anos como o inventor do telefone.

O trabalho de Meucci foi reconhecido postumamente em 11 de junho de 2002, quando o Congresso dos Estados Unidos aprovou a Resolução nº 269, estabelecendo que o inventor do telefone fora, na realidade, Antonio Meucci e não Alexander Graham Bell.

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