Bastidores

Weverton Rocha e Carlos Brandão à sombra dos Leões do poder

Brandão e Weverton são dois nomes fortes, dois estilos de fazer política e dois aliados do governador, que se movimentam a sombra dos Leões Guardiões do poder maranhense – sem trocar o substantivo “sombra” pelo verbo “assombrar” os intocáveis Leões do Palácio

Foto: Reprodução

Ao chegar ao Senado já assumindo a liderança do PDT, Weverton Rocha (39) mostra que, além de demarcar espaço no plenário, também embala um sonho mais ambicioso no Maranhão. O de ser governador, preferencialmente, se for o sucessor de Flávio Dino em 2022. Com uma carreira política construída nos movimentos estudantis, hoje anda a mil por hora. No começo, presidiu a velha União Maranhense de Estudantes Secundaristas (Umes), chegou à direção da União Brasileira dos Estudantes (UBES) e, em 2010, foi eleito deputado federal, assumindo o comando do PDT, no lugar de Jackson Lago. Em 2018, Weverton foi para o Senado, beirando a barreira histórica de dois milhões de votos.

A passagem do imperatrizense pelo movimento estudantil ultrapassou as fronteiras do Brasil, ao se tornar o único do Norte e Nordeste a fazer parte da OCLE (Organização Continental Latino Americana de Estudantes). Desde os 16 anos filiados ao PDT, Weverton Rocha hoje é o aliado mais forte do governo Flávio Dino, com seu partido robustecido de prefeitos (como o da capital, Edivaldo Júnior), deputados federais, estaduais e vereadores. Ademais, elegeu, esta semana, o presidente da Federação dos Municípios do Maranhão, Erlânio Xavier, com o aval de Flávio Dino.

O governador, portanto, tem uma encruzilhada política à sua espera, para logo mais. O vice-governador Carlos Brandão (PRB) – sem dizer nada –, mas atuam politicamente em vários flancos e se fortalece como uma inescapável liderança estadual. Além de aliado atuante, Brandão é o vice que todo executivo gostaria de ter. Trabalhador incansável, apoiador em todas as esferas de poder, leal e “embaixador” do Maranhão até para assuntos orientais. Por três vezes foi à China, negociar com os desconfiados empresários chineses, pesados investimentos em infraestrutura, indústria siderúrgica e refinaria na região de Bacabeira – algo em torno de R$ 7 bilhões.

Agora, Brandão está abrindo espaço para encaminhar as ações do governo do Maranhão na Esplanada dos Ministérios, junto ao governo Bolsonaro, amargamente anticomunista. Brandão, com sua diplomacia de diálogo, forjada em conhecimento profundo da realidade maranhense, não passa despercebido nos encontros realizados e outros já agendados. Ele e Weverton são dois nomes fortes, dois estilos de fazer política e dois aliados do governador, que se movimentam a sombra dos Leões Guardiões do poder maranhense – sem trocar o substantivo “sombra” pelo verbo “assombrar” os intocáveis Leões do Palácio.

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