Na Assembleia

Oposição ao governo Flávio Dino está desmantelada

O governador Flávio Dino foi eleito com aliança de 16 partidos e conta com apoio de ampla maioria na Assembleia Legislativa

A oposição ao governo Flávio Dino na Assembleia Legislativa ficou menor do que a do mandato anterior e também com deputados de maior experiência, inclusive o único membro da família Sarney, Adriano. Ele, eleito pelo PV, terá na outra ponta da linha de ataque o deputado César Pires, do DEM, que carrega longa experiência na casa, além de portador de uma oratória inexistente na maioria dos parlamentares.

Pela linha central da oposição estão os dois deputados do MDB, Arnaldo Melo e Roberto Costa, ambos sem postura de radicalismo em relação ao governo. Passaram tanto tempo como governistas, que não conseguem construir uma postura nova de oposição forte. A saída do litigante Wellington do Curso do bloco de opositores tornou ainda mais debilitada a linha de ataque ao governo.  Também na Câmara Federal, dos 18 deputados, apenas João Marcelo e Hildo Rocha se posicionam na linha de opositores ao governo estadual.

Mas nenhum com a mente controlada pelo radicalismo ou rancor da derrota política de 2018. O próprio Hildo Rocha declarou em entrevista a O Imparcial que será crítico do governo, mas no eixo da responsabilidade do mandato eletivo. Vai trabalhar sem ódios contra Flávio Dino, com quem já tem conversado de forma civilizada, visando um trabalho construtivo em favor do Maranhão.

O MDB saiu das eleições, estrangulado de norte a sul do país. Pela primeira vez em longos anos perdeu a direção da Câmara e do Senado, ao mesmo tempo, locais em que seus caciques – desde o governo Sarney – dominaram, passando de governo a governo, sempre dando as cartas no Congresso. Agora mudou tudo. O MDB não será baixo clero por ter a maioria bancada no Senado e uma robusta na Câmara. Mas também não terá controle das votações e das manobras típicas de quem conhece todas as entranhas do parlamento.

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