Quando fevereiro chegar...

Flávio Dino constrói pontes com o legislativo em todas as esferas

Flávio Dino torna-se força ascendentes na esquerda nacional, no confronto direto com Bolsonaro e seu governo direitista

Em nove dias fevereiro estará chegando, carregado de novidade. Vai receber o bastão de janeiro com o país já na efervescência do Carnaval, enquanto o Maranhão espera definições do governador Flávio Dino sobre a reforma no secretariado na estrutura da máquina estadual – aqui e acolá – para ajustá-la à burocracia administrativa do governo Jair Bolsonaro. Por mais paradoxal que possa parecer, Flávio Dino torna-se força ascendentes na esquerda nacional, no confronto direto com Bolsonaro e seu governo direitista.

Ainda em janeiro, Flávio Dino vai assistir, no dia 30, a eleição para presidente da Federação dos Municípios do Maranhão (Famem) entre dois candidatos – prefeitos – de sua base aliada. O presidente Cleomar Tema Cunha, prefeito de Tuntum, luta pela reeleição contra o titular de Igarapé Grande, Erlânio Xavier, do PDT. Ele tem o apoio total do presidente regional da legenda, senador eleito Weverton Rocha, que já usa a eleição da Famem, com 135 municípios filiados, para movimentar o cenário da disputa do governo do Maranhão em 2022.

Sem se intrometer na disputa da entidade municipalista, Flávio Dino acompanha as escaramuças dos aliados. Afinal, ele tem o mês de fevereiro para reestruturar a máquina do governo sob seu comando. Sabe que todos os 16 partidos, incluindo o PCdoB, estão de olha na participação nessa etapa determinante do governo. Acomodá-los sem ruptura e sem ranger de dentes não é tarefa fácil. Em 2015, no primeiro mandato, Dino só contava com nove partidos na aliança e mesmo assim ocorreram rupturas. Até hoje tem feridas expostas.

Mas experiente e com a posição de liderança consolidada no Maranhão e no Brasil, Flávio Dino precisa dos partidos e de suas representações no Senado, na Câmara e na Assembleia Legislativa. Afinal, eleito na contramão do direitismo bolsonarista, Dino precisa se manter alinhado com o legislativo em todos os níveis, além de preparar o seu próprio futuro político para depois de 2022. São quatro anos de crise, de reengenharia política no Brasil e de confronto ideológico entre o Palácio do Planalto e o Palácio dos Leões. Como não há direita sem esquerda, nem esquerda sem direita, o governo do Maranhão e o federal pela primeira vez estão, ideologicamente, nos extremos. O que isso vai dar? Só o tempo dirá.

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