SHOW NO CÉU

Esquadrilha da Fumaça faz apresentação no Espigão da Ponta da Areia

Apresentação acontece nesta terça-feira,16h45 na Ponta da Areia. O show faz parte do Circuito Norte e Nordeste da Fumaça. Em 2018, dez cidades do Nordeste receberão apresentações, além de duas da Região Norte do país

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O sol já começa a se despedir no horizonte acompanhado de uma fina garoa. Com os óculos escuros, o piloto se protege dos últimos raios do dia. Levemente, ele aciona o manche com uma guinada para frente. A cada segundo, o ar vai entrando nos espaços livres do motor. As rodas começam a aumentar a temperatura, devido à crescente velocidade. Um solavanco leve denuncia: o caça genuinamente brasileiro, Super Tucano A-29, está no ar.

Em poucos minutos, a máquina azul e com linhas verdes e amarelas chega à orla acompanhada de mais onze aeronaves, formando um pássaro no ar.

É dessa forma que a Esquadrilha da Fumaça se apresentará, amanhã, 24, às 16:30 na capital maranhense. Após cinco anos, o pelotão volta a São Luís para encantar o público com acrobacias únicas e incríveis. O show faz parte do Circuito Norte e Nordeste da Fumaça. Em 2018, dez cidades do Nordeste receberão apresentações, além de duas da Região Norte do país. “Para nós, é um grande privilégio poder retornar a essas regiões, representando a Força Aérea Brasileira”, pontuou o comandante da Esquadrilha da Fumaça, tenente-coronel Marcelo Oliveira da Silva.

COMO SURGIU?

No ano de 1952, o mundo estava dividido entre americanos e soviétivos, promovendo uma preocupação eminente de guerra nuclear. É nesse ambiente internacional conturbado que surge o Esquadrão de Demonstração Aérea, conhecido por Esquadrilha da Fumaça. Para aproveitar o tempo livre da hora de almoço, os instrutores da Escola de Aeronáutica do Rio de Janeiro realizavam acrobacias aéreas. O objetivo era incentivar os novos cadetes a terem maior autoconfiança nas aeronaves. A primeira demonstração oficial aconteceu durante uma visita de uma comitiva internacional à Escola. Com o tempo, decidiram adicionar a fumaça às apresentações, formando aos poucos uma nova identidade.

Com o novo equipamento, seria possível visualizar melhor as manobras, com níveis cada vez maiores de dificuldades. Além da fumaça, os aviões utilizados também foram se modificando com o tempo. Saíram dos antigos North-american T-6 Texan, passaram pelos franceses Fouga Magister, até chegar a tecnologia brasileira do Super Tucano A-29.

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