Com amigos em faculdade localizada em seu bairro

Moradora do Maiobão, desde a infância, a pedagoga, Milka Tereza de Jesus dos Santos, acompanhou o crescimento do bairro em seus 24 anos de idade e apenas em janeiro deste ano ela conheceu a experiência de viver em outro bairro da Grande Ilha – área que abrange os municípios São Luís, São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa.  

Nascida em um hospital beneficente, no bairro Tambaú, que fica nas proximidades do Maiobão, ela conta que sempre morou lá e que estabeleceu uma relação “entre tapas e beijos” com o bairro, que se tornou o seu “mundinho”.

“Morar lá era bom demais! Mas às vezes era enfadonho”, diz ela, contando que, com a proximidade entre os locais que frequentava, ela conseguia aproveitar para ir à academia antes do trabalho ou até mesmo para acordar um pouco mais tarde alguns dias e aproveitar alguns minutinhos a mais de sono. E isso contribua para melhorar seu rendimento pessoal e profissional.

Para ela, não precisar usar ônibus ou se preocupar com estresse no trânsito, já que são pontos muito positivos “Poder tomar um banho após o almoço, entre os meus compromissos, era maravilhoso, então considero como uma vantagem”, explicou.

Mas diz também que há desvantagens de morar em um bairro e não precisar sair dele, devido à grande diversidade de serviços oferecidos em um mesmo local. Milka diz que não explorava o resto da cidade e muitas vezes sentia-se estranha quando ia para outros bairros e usava o transporte público. “Quando eu saía parecia uma cidade estranha, tudo mudado. A movimentação me dava medo”, conta.

Ela completa, afirmando que fazer os mesmos trajetos e encontrar com as mesmas pessoas diariamente pode ser cansativo e que ela sentia-se vulnerável à criminalidade.

Mudanças

Completando 25 anos, no próximo dia 30 deste mês, Milka mora atualmente no Turu, em São Luís, e diz que a diferença é grande, da facilidade em resolver suas coisas, do acesso a estabelecimentos comerciais e até da movimentação dos moradores na rua.

Graduada em Pedagogia, ela agora faz formação pedagógica em língua portuguesa e diz que sonha também em estudar Psicologia. Entre os seus planos também está retornar ao seu bairro de origem.

“Pela primeira vez mudei do Maiobão desde que nasci. E na verdade, eu só mudei mesmo porque casei e o meu esposo já morava no condomínio em que estamos. Mas estamos pensando em voltar pra lá”, confirma, dizendo que o companheiro também morou no bairro de Paço do Lumiar.