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Duas pessoas foram encaminhadas ao hospital após uma sala do prédio da Galeria Appiani, na Avenida dos Holandeses, pegar fogo na manhã desta quarta-feira, 27.

As vítimas que não tiveram os nomes divulgados foram encaminhadas à UPA do Araçagi. Apesar de terem inalado muita fumaça, elas não ficaram feridas e não sofreram nenhum tipo de queimadura.

Outras pessoas passaram mal por conta da fumaça, mas receberam os primeiros socorros no local e não precisaram ir ao hospital. Duas ambulâncias do Samu, dois caminhões, uma viatura e uma ambulância do Corpo de Bombeiros ajudaram na evacuação do prédio, na contenção do incêndio e no atendimento às vítimas.

Como aconteceu o incêndio?

De acordo com o coordenador da operação Coronel Célio Roberto, do Corpo de Bombeiros, o incêndio começou por conta de um curto circuito nas instalações do ar condicionado do escritório da construtora Mota Machado, localizado no segundo andar do prédio. Apesar de as chamas terem atingido apenas o escritório da construtora, todo o prédio precisou ser evacuado.

“O incêndio começou por volta das 8h40 no escritório da Mota Machado e nosso tempo de resposta foi muito rápido. Algumas pessoas que inalaram fumaça receberam atendimento no local e quem precisou de um atendimento mais específico o Samu encaminhou ao hospital, mas ninguém teve queimaduras e nem ferimentos graves. Agora, o procedimento vai ser analisar o prédio como um todo, porque um incêndio que começa em um determinado lugar pode se espalhar para todo o imóvel”, disse o Coronel.

Funcionários do escritório da construtora Mota Machado se assustaram com a fumaça escura que rapidamente se espalhou pela sala e em seguida por todo o segundo andar do prédio. “Eramos cinco pessoas na sala e foi de repente que começou a sair fumaça, muita fumaça. Não teve nenhum barulho, mas com o susto a gente saiu logo da sala”, relatou o consultor da construtora, Luís Carlos.

Quem estava nos outros andares acabou sofrendo mais com a fumaça densa que tomou conta do prédio. “Como a sala onde começou o incêndio ficava perto da escada, muita gente teve dificuldade de sair e acabaram respirando muita fumaça. Eu que trabalho no terceiro andar desci logo, mas teve gente que ainda demorou uns 20 minutos para descer”, conta Paula Cristina, funcionária da Caema.

A redação de O Imparcial procurou a assessoria da construtora Mota Machado para prestar esclarecimentos sobre o ocorrido, mas não obteve resposta.