ASSASSINATO

Dino denuncia falta de comoção com rapaz sufocado por segurança no RJ: “injustiça”

Durante sua fala, o governador comparou a repercussão do assassinato do jovem com a da morte de um cachorro, no final do ano passado, por um vigilante do Carrefour: “dois pesos e duas medidas”

Parte do vídeo que mostra o segurança em cima do jovem, sufocando-o. Imagem: Reprodução

Na tarde da última sexta-feira (15), no Palácio dos Leões, o governador do Maranhão Flávio Dino (PCdoB), durante discurso da programação ‘#PartiuEnem’, citou o caso ocorrido no dia 14 do rapaz de 19 anos morto após ser sufocado por um segurança do supermercado Extra da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

Durante a fala, Dino denunciou a falta de comoção da população para com o caso e comparou com a situação onde um vigilante do Carrefour matou um cachorro no final do ano passado, que repercutiu no país.

“Há coisa de três ou quatro meses, um segurança de um grande supermercado brasileiro, mundial, matou um cachorro a tiros. Não sei se vocês lembram disso. Isso viralizou muito fortemente na internet, foi um clamor nacional. Membro do Congresso Nacional fizeram pronunciamentos, uma onda de indignações se seguiu. Foram apresentados projetos de lei para aumentar a pena de quem matasse animais, e assim sucessivamente. Tudo correto, não há dúvidas – é, de fato, algo a se indignar”, relata o pecedebista.

Fazendo a comparação dos dois casos, o governador prosseguiu: “Ontem, o segurança de uma outra rede de supermercados agarrou um jovem de 19 anos e aplicou o que se chama de ‘mata-leão’, e apertou tão forte o pescoço do garoto que o garoto morreu. No tribunal da internet, esse fato de ontem repercutiu menos que a morte do cachorro. Por que que é elutidativo, isto? Porque, quanto ao cachorro, ninguém procurou perguntar se o cachorro havia mordido o segurança, se o cachorro estava doente, e assim sucessivamente. Em relação a esse jovem de ontem, de 19 anos, o tribunal da internet está, nesse momento, debatendo se ele era ladrão ou não; se ele havia agredido o segurança ou não; e assim sucessivamente. Isso se chama, meus amigos, dois pesos e duas medidas. Isso se chama injustiça”.

Assassinato do jovem no Rio de Janeiro

No último dia 14, Pedro Gonzaga, de 19 anos, foi morto por um segurança do supermercado Extra, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Vídeos mostram o momento em que o vigilante Dani Ricardo Moreira Amâncio, de 32 anos, se põe sobre o corpo de Pedro, mesmo após testemunhas e familiares alertarem que ele estava paralisado e sufocado.

Davi foi preso em flagrante por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Entretanto, o suspeito foi solto após pagar fiança. Pedro foi enterrado hoje (16), no Rio de Janeiro.

A morte do cachorro

No dia 5 de dezembro de 2018, vídeos circularam na internet mostrando um segurança do supermercado Carrefour de Osasco, em São Paulo, segurando uma barra de metal e, em seguida, um cachorro agredido. O cachorro morreu em seguida.

O segurança confessou o crime no dia seguinte, 6, e foi afastado do trabalho. O caso gerou comoção nacional nas redes sociais, trazendo à tona a discussão sobre maus tratos aos animais.

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