CATÁSTROFE

Cachorro comove internautas à espera de donos em Brumadinho

Após um de seus passeios pela região, Vitinho não esperava que sua casa seria engolida por milhões de metros cúbicos de lama. Leal, permaneceu na região esperando a volta de sua família

O crime ambiental que aconteceu na cidade de Brumadinho, zona metropolitana de Belo Horizonte, comoveu todo o país. O que se traduzem em números, em notícias diárias, são, na verdade, histórias individuais e particulares. A dimensão que se dá a cada uma delas torna-se gigante para quem a vive e sente de perto.

É o caso da história de Vitinho, contada pelo jornal Estado de Minas, que comoveu leitores que acompanham a tragédia. Quando o cachorro voltava de sua caminhada em torno de onde morava com seus tutores, quase 12,7 milhões de metros cúbicos de lama haviam soterrado sua casa. 

Vitinho foi resgatado pelos Corpo de Bombeiros e retirado do local, que foi interditado. Entretanto, confuso e esperançoso, o cachorro não desistiu: embora constantemente retirado pela equipe, continuava voltando às redondezas de onde um dia fora sua casa, 500 metros da pousada Nova Estância, para aguardar pela volta de seus donos.

Vitinho comoveu internautas pela leal vigília no aguardo pelos donos. Foto: Estado de Minas/Instagram

A foto do animal, registrada pelo jornal em questão, rendeu 7 mil curtidas e vários comentários.

Lucas Assis, de 32 anos, é o dono de Vitinho. Quando os rejeitos começaram a invadir Brumadinho, a casa foi interditada pela Defesa Civil e a família teve que se retirar imediatamente. Antes de sair, a mãe de Lucas chamou o cachorro, que não atendeu. Tiveram que passar o final de semana em uma pousada.

Quando a casa foi liberada, no início da noite desta segunda-feira (28), os donos correram ao reencontro do leal amigo, mas não o localizaram. “Nós encontramos nossa gata e um outro cachorro, mas o Vitinho até agora, nada. Estamos aflitos”, diz Vanessa Tavares, a namorada de Lucas. “Chegamos a sair para procurá-lo, sem sucesso. Infelizmente, o acesso a área em que ele foi fotografado é restrito, então não podemos ver se ele ainda está lá. Agradecemos quem puder nos dar informações sobre ele e acolhê-lo”, diz o rapaz, ao Estado de Minas.

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