POLÍTICA

Bolsonaro diz que não vai declarar guerra aos governadores do Nordeste

Presidente da república concedeu a primeira entrevista após ser empossado e falou de sua relação com os governos de oposição, Bolsa Família e aproximação com os Estados Unidos de Donald Trump

O presidente Jair Bolsonaro visita a Secretaria de Segurança e Coordenação Presidencial do Gabinete de Segurança Institucional (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

Na noite desta quinta-feira (4), Jair Bolsonaro (PSL) concedeu a primeira entrevista após ser eleito presidente, e afirmou que mesmo com a oposição de diversos governadores, não pretende fechar as portas para o diálogo ou ir para o embate político.

“Não posso fazer uma guerra com os governadores do Nordeste, atrapalhando as pessoas [daquela região]”, afirmou ao canal de televisão SBT. Ele aproveitou para fazer uma piada: “Espero que não venham pedir dinheiro”.

Outro tema abordado na entrevista foi o Bolsa Família. “Seria um ato de desumanidade retirar a bolsa para essas famílias”, disse.

DEM NA BASE

O PSL fechou apoio à reeleição do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), mas Bolsonaro disse que não ter restrições aos nomes já postos para comandar a Casa. “Nós queremos é dialogar com quem quer dialogar.”

De acordo com Presidente da República, uma viagem diplomática aos Estados Unidos para se reunir com Donald Trump deve acontecer em breve. “Nós sabemos que ele é o homem mais poderoso do mundo, gostaria muito que nós visitássemos, mas já sinalizei para o [secretário de Estado norte-americano] Mike Pompeo que em março eu gostaria de fazer uma visita [aos Estados Unidos].”

Além de alianças econômicas, Bolsonaro disse que pode fechar uma parceria bélica com os norte-americanos. “A aproximação minha com os Estados Unidos é econômica, mas pode ser bélica. Podemos fazer acordos também”,

Questionado sobre a aliança da Rússia com a Venezuela, fortalecendo o país sul-americano, Bolsonaro disse que acompanha as intenções do governo de Nicolás Maduro. “O Brasil tem de se preocupar com isso, sim.”

O presidente negou que a aproximação com Israel poderá prejudicar a relação com os países árabes. Para ele, “grande parte do mundo arábe está se alinhando com os Estados Unidos.”

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