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Durante o final de semana, nota que informava sobre possível nova paralisação de caminhoneiros causou apreensão nas redes sociais. A nota teria sido lançada pela União dos caminhoneiros do Brasil (UDC). A imagem e áudios que circularam pelas redes sociais não estavam assinadas, não havia telefone para contato e nem algum outro indicativo que comprove a veracidade.

Outras entidades representativas dos caminhoneiros, como a Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam) – principal liderança da greve de maio – e Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), não reconheceram decisão de greve. Juntas reúnem cerca de 1,5 milhão de caminhoneiros.

Em nota, Abcam informou que “se mantém vigilante no cumprimento do acordo realizado com o governo federal. A associação, que sempre acreditou no diálogo, fará o possível para evitar uma nova paralisação”. Disse também que, independentemente do aumento do preço internacional, o governo deve cumprir a medida provisória nº 838/2018 e manter a subvenção de R$ 0,46 do valor do diesel até o final do ano. A medida estabelece que uma nova tabela de preços deve ser publicada toda vez que o diesel variar mais do que 10%.

A Casa Civil informou que está cumprindo o que foi acordado com os caminhoneiros em maio deste ano. Apesar disso, com os rumores de uma nova paralisação, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) informou que vai ajustar a tabela de preços mínimos de frete, por causa da alta recente de 13% no preço do diesel nas refinarias. Nesta segunda-feira, 03, técnicos da agência se reúnem com o ministro do Transportes, Valter Casimiro Silveira, para definir a calibragem do reajuste.

Em São Luís, o preço do combustível nos postos está aumentando gradativamente. Segundo o posto Magnólia, no sábado teve um aumento de R$ 0,04 e vai continuar subindo o valor desta forma nas próximas semanas por conta do reajuste. O Sindicombustíveis confirmou a informação dada pelo posto e afirma que a alta dos preços dos combustíveis está relacionado ao aumento do dólar.

A suposta nota da PRF que também viralizou nas redes sociais também a falsa. O órgão nega que tenha emitido um posicionamento oficial e afirma que investiga se o documento é um fragmento de alguma análise interna.