Depois que um maranhense acertou sozinho as seis dezenas do concurso 2.062 da Mega Sena, realizado no último dia 23, e levou uma bolada de mais de R$ 73 milhões, voltaram a circular nas redes sociais informações de que o concurso foi fraudado. Mas será que isso é verdade?

O texto começa anunciando: “A casa caiu! Polícia Federal descobre fraude Mega Sena. A grande farsa é descoberta! Brasil: o paraíso da sacanagem, esses canalhas, corruptos destroem os sonhos das pessoas! Se você faz apostas na Loteria da Caixa, está sendo enganado”. A informação, no entanto, circula desde 2005 na web e já foi desmentida inúmeras vezes (leia abaixo).

Na mensagem, consta que o dono do bilhete premiado é “funcionário da família Sarney” – informação que só foi adicionada à mesma notícia falsa, que ressurge com novos elementos todas as vezes que a Mega Sena paga os prêmios milionários. Segundo o texto, “eles” (eles quem?) “fraudaram o peso da bolinha, fazendo sempre dar os números que eles quisessem e usaram um ‘laranja’ para jogar e ganhar”. A Superintendência Nacional de Loterias e Jogos da Caixa divulgou anteriormente, frente a outros episódios em que a informação viralizou, uma extensa nota de esclarecimento. Baixe o documento aqui.

Todos os sorteios das Loterias Federais são realizados em lugares abertos, com a presença e a participação da população local e de órgãos de imprensa, que podem verificar e atestar a transparência e lisura de todos os processos envolvidos.

(Nota de esclarecimento da Caixa)

No geral, a mensagem cita pontos e possui narrativa recorrente a notícias falsas, como forte apelo ao senso de justiça de quem lê, reclamações de que não houve divulgação pela mídia e pedidos para que o leitor repasse o texto adiante.

Veja a mensagem na íntegra:

Evitando as fake news

Para não cair nas armadilhas das notícias falsas, o usuário das redes sociais pode tomar determinadas medidas. A dica é sempre checar a fonte da informação que está sendo compartilhada, procurar em veículos confiáveis, como portais de notícias e jornais, e não repassar mensagens sem ter certeza da veracidade.

Outro ponto de atenção é a ortografia e a narrativa da mensagem: ao observar muitos erros no texto, ou trechos muito apelativos, com frases em caixa alta ou muitos símbolos, que tenham como objetivo puramente causar indignação, desconfie.