Este domingo, 08, ficou marcado no Judiciário pelo vai-e-vem de decisões acerca da prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mantido na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba desde abril por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do Triplex do Guarujá. Após determinação da soltura de Lula e posteriores conflitos hierárquicos, foi mantida a prisão do ex-presidente.

Entenda a cronologia

Pouco antes das 10h, o desembargador plantonista Rogério Favreto acatou pedido de habeas corpus impetrado pelos deputados federais Paulo Teixeira (PT-SP), Wadih Damous (PT-RJ) e Paulo Pimenta (PT-RS), mandando soltar o ex-presidente Lula. Favreto emitiu o alvará de soltura do ex-presidente, para que a medida fosse cumprida pela Polícia Federal (PF) ainda no domingo. (Saiba mais)

O juiz Sérgio Moro, titular da Lava Jato, ainda que de recesso, disse que Favreto não tinha competência para liberar Lula, e pediu manifestação do relator da Lava Jato em segunda instância, o desembargador Gebran Neto (que, na ocasião, não estava em regime de plantão). (Entenda)

Gebran, por sua vez, suspendeu a decisão que determinou a liberdade provisória do ex-presidente, decidindo ainda que a PF não tomasse nenhuma providência para liberá-lo.

O desembargador Favreto reiterou, em novo despacho, a decisão anterior, que determinava a liberação de Lula e deu prazo de uma hora para o cumprimento da medida – o que não ocorreu por parte da PF. (Leia mais)

Por fim, depois de mais de nove horas de impasse no Judiciário, o presidente do Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região, Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz, manteve a prisão do ex-presidente.