Buriticupu

Suspeitos de envolvimento no assassinato de militares foram presos

O crime aconteceu em 2016 e até o momento os corpos das vítimas permanecem desaparecidos.

A Superintendência de Homicídio e Proteção a Pessoa (SHPP) prendeu na noite da última terça-feira (30) dois suspeitos do assassinato do cabo Júlio César da Luz Pereira e do soldado Carlos Alberto Constantino Sousa. O crime aconteceu na cidade de Buriticupu, interior do estado, no dia 17 de novembro de 2016. Os corpos dos PMs continuam desaparecido desde então.
Os supostos assassinos dos militares foram identificados e presos temporariamente como Tenente Josuel Alves Aguiar e Soldado Tiago Viana Gonçalves, ambos ingressados no ano de 2014. Junto a eles há um terceiro mandando de prisão expedida para o identificado como Soldado Glaydstone de Sousa Alves. Segundo os delegados, Glaydstone tem até cinco dias para se apresentar a polícia ou então será dado como foragido.
Segundo o secretario de Segurança Pública, Jefferson Portela, Os suspeitos foram presos a pedido da delegada Nilmar da Gama Rocha à Justiça Militar e teve representação da Polícia Civil, que concluiu as investigações do caso. “Nós havíamos pedido a prisão no mês de fevereiro para o juiz da comarca de Buriticupu e o juiz se deu como incompetente. O juizado de Buriticupu não pode julgar o caso por se tratar de um crime militar. Logo, o caso foi encaminhado para a Justiça Militar”, disse Jefferson Portela. Segundo ele a investigação aponta para uma existência de uma associação criminosa. “É lamentável, mas esse é o fato. Para a prisão de Gaydstone é uma questão de tempo”. O corpo dos militares ainda é uma incógnita, desde o dia 17 nunca mais os viu. “A hipótese que se trate de um homicídio qualificado e equipes da SHPP está trabalhando para encontrar enquanto antes os corpos das vítimas”. Jefferson ainda conta que essa quadrilha realizava a apreensão de bens e extorsão em relação a esses bens. “Esse é o momento de quem foi vítima da quadrilha, se posicionar. Acreditamos que com a prisão deles e a prisão decretada o cidadão, que foi vítima, ira fazer as suas denúncias”. Perguntamos a Portela se quando interrogados os apenados confessaram algo em relação à participação do crime, ele respondeu: “Eles negaram qualquer envolvimento. Agora eles serão reinquiridos após a prisão decretada. Provavelmente, a quadrilha recebia algo em troca para praticar esses atos”, concluiu Jefferson Portela.
SUPERINTENDENTE
Segundo o Superintendente da Delegacia de Homicídios, Leonardo Diniz, essa quadrilha não são policiais. “São bandidos disfarçados de policiais militares que trabalhavam naquela região. Não é a maioria, mas trabalhavam em cima dessa extorsão”. Perguntamos a ele se há possibilidade da quadrilha está recebendo alguma verba para praticar esses atos “O caso está em investigação, não posso dizer que sim, nem quem pagava, muito menos a quantia que eles recebiam, porém há indícios fortes que apontam a possibilidade que eles recebiam algo para praticar esse ato”, disse Leonardo Diniz.

Entenda o caso
Os policiais Alberto Sousa e Júlio Pereira desapareceram no dia 17 de novembro, na cidade de Buriticupu. Na época, o carro que estava sendo usado pela dupla, pertencente ao soldado Carlos Alberto, foi localizado dias depois do desaparecimento em um assentamento na zona rural do município. Além disso, no dia que desapareceu, o soldado Alberto Sousa se apresentou às 8h na 14º Companhia Independente da Polícia Militar. Ele nem chegou a cumprir todo o expediente, pois pediu ao seu superior para sair mais cedo. No dia seguinte, segundo a escala da polícia, o soldado estaria de plantão, mas não apareceu Depois disso, duas informações chegaram à polícia sobre corpos encontrados em Arame e Zé Doca, mas nada foi encontrado nas buscas.

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